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Mundo Moscou registra o mês mais escuro de sua história

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Neste inverno, a capital russa não deve agradar a quem sofre de depressão sazonal. (Foto: Reprodução)

O céu escuro e os dias curtos caracterizam os meses de inverno em Moscou. Em dezembro passado, no entanto, registrou-se na capital russa um recorde nada agradável para quem sofre de Transtorno Afetivo Sazonal: a cidade registrou somente seis minutos de sol.

Em média, dezembro presenteia Moscou com 18 horas de raios solares. O mês passado, no entanto, significou um recorde, ultrapassando as apenas três horas registradas no mesmo período em 2000.

“Dezembro último foi o mês mais escuro na história de observação das condições do tempo”, reportou o serviço meteorológico russo Meteonovosti.

Depois de um início quente para o mês de dezembro, a temperatura caiu na capital russa. “Neste ano, a situação é impressionante”, disse Roman Vilfand, da estação meteorológica da Universidade de Moscou. Vilfand atribuiu a escuridão a massas de ar quente do Atlântico que varreram a região com ventos fortes e úmidos e que engrossaram a cobertura de nuvens.

Isso elevou a temperatura média de dezembro em quase 6°C. Falando à revista russa RBC, Vilfand explicou que redemoinhos cíclicos foram observados “anormalmente com muita frequência” em dezembro.

Atualmente, a temperatura em Moscou gira em torno dos 7°C negativos. Parece bastante frio, mas para os habitantes de outras regiões, como em Yakutia, no nordeste do país, isso seria quase tropical: ali os termômetros registraram 67°C negativos nesta semana.

Nas redes sociais, usuários postaram fotos de cílios congelados. As aulas foram suspensas, e as autoridades orientaram as famílias a não deixarem as crianças saírem de casa, sob risco de morrerem congeladas.

Um termômetro instalado no ano passado para atrair a atenção de turistas em Oymyakon, na região siberiana de Yakutia, na Rússia, simplesmente parou após a temperatura registrar abaixo de -62°C. A aldeia cujo nome significa “lugar onde os peixes passam o inverno” ou “pedaço de água não congelado”, congelou! Fotos das consequências do fenômeno estão viralizaram na internet.

Segundo o jornal on-line britânico “The Independent”, a temperatura mais fria já registrada em uma área permanentemente habitada foi de -68°C, justamente em Oymyakon, em 1933. O recorde de congelamento em área não-habitada, no entanto, ocorreu na Antártida, em 2013, quando a Nasa (agência espacial americana) registrou -94,7°C, com base em dados de satélite.

As cerca de 500 pessoas que vivem (ou sobrevivem) na aldeia de Oymyakon não deixaram que a geada os impedisse de ter uma rotina normal. O frio também não barrou os visitantes russos, tampouco estrangeiros, de curtir a “gelada”. Anastasia Gruzdeva, uma mulher de 24 anos de idade de Yakutsk, cidade a mais de 900 km de distância de Oymyakon, postou várias fotos no Instagram da aldeia. Uma delas, que mostra os cílios da jovem congelados, foi compartilhada diversas vezes na internet.

(Foto: Reprodução/Instagram)

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