Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de novembro de 2015
O MPF (Ministério Público Federal) denunciou o juiz Flávio Roberto de Souza e o empresário Felismino Gomes da Silva, vizinho do juiz, por peculato e lavagem de dinheiro. Segundo o documento, Flávio Roberto, com a ajuda do vizinho, teria desviado dinheiro na operação “Monte Perdido”, que prendeu um traficante de drogas espanhol no Rio de Janeiro. O juiz foi denunciado por três desvios neste caso. Um quarto desvio foi descoberto depois da quebra do sigilo bancário de uma empresa de peças de automóveis, usada para lavagem de dinheiro. Caso condenado, o juiz pode perder a aposentadoria.
O Órgão Especial do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro decidiu, no dia 12, pela aposentadoria compulsória do juiz, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Ele era responsável pelo julgamento de crimes financeiros do empresário Eike Batista. Trata-se da pena máxima para magistrados vitalícios.
O juiz, já afastado da 3ª Vara Federal Criminal, foi julgado em três processos administrativos disciplinares. Em dois deles, o colegiado determinou a pena máxima. Só em um deles, o Órgão Especial decidiu colocar o juiz em disponibilidade, também com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.
Flávio Roberto foi acusado do uso indevido de bens apreendidos do empresário Eike Batista, pelo desvio de valores que estavam sob custódia da 3 Vara Federal Criminal do RJ e por declarações em entrevistas. O magistrado foi afastado do caso de Eike Batista em fevereiro de 2015, após ser flagrado dirigindo o Porsche Cayenne de Eike. Ele admitiu ter guardado o veículo na garagem do prédio onde mora.
Os comentários estão desativados.