Quarta-feira, 15 de abril de 2026

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Acontece Ministério Público Estadual alerta para avanço da esporotricose felina.

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A protetora Caroline Callai, que cuida de 12 gatos e 4 cachorros, já enfrentou a perda de um felino para a esporotricose. Na imagem, aparece o Gordo, um de seus “filhos de quatro patas”, símbolo da dedicação e do alerta sobre a importância da prevenção da doença.

Foto: Caroline Callai
A protetora Caroline Callai, que cuida de 12 gatos e 4 cachorros, já enfrentou a perda de um felino para a esporotricose. Na imagem, aparece o Gordo, um de seus “filhos de quatro patas”, símbolo da dedicação e do alerta sobre a importância da prevenção da doença. (Foto: Caroline Callai)

Doença fúngica cresce no Estado e exige atenção de tutores, campanhas educativas e integração entre órgãos públicos

Crescimento preocupante

A esporotricose felina, micose causada por fungos do gênero Sporothrix, vem registrando aumento expressivo no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério Público Estadual (MPRS), a doença já se consolidou como um dos maiores desafios de saúde pública e animal no Brasil. Municípios como Gravataí, Viamão, Canoas e Sapucaia do Sul concentram os maiores números de casos.

Transmitida principalmente por arranhões e mordidas de gatos infectados, a enfermidade pode atingir outros animais e humanos, configurando uma zoonose de alto impacto. Autoridades alertam que o avanço da doença exige respostas que vão além da clínica veterinária, envolvendo políticas públicas e conscientização social.

Estratégia interinstitucional

O MPRS, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA) e da Promotoria do Meio Ambiente de Porto Alegre, articula ações conjuntas com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA), prefeituras, médicos veterinários e assessores jurídicos.

Entre as medidas discutidas estão:

  • Campanhas educativas para tutores e comunidade.
  • Produção de materiais informativos para profissionais de saúde e veterinários.
  • Responsabilização civil e criminal de tutores que negligenciem tratamento, colocando em risco a saúde coletiva.

Sinais e diagnóstico

A doença costuma se manifestar como feridas na pele dos gatos que não cicatrizam, especialmente em locais de arranhões ou mordidas. Lesões ulceradas, secreções e aumento de linfonodos são sinais comuns.

O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e o tratamento exige acompanhamento veterinário prolongado, geralmente com antifúngicos como o itraconazol. Durante esse período, é fundamental manter o gato isolado e higienizar o ambiente para evitar a contaminação de outros animais e humanos.

Impacto na saúde pública

A esporotricose felina representa um desafio crescente para a saúde pública. Além do sofrimento animal, a transmissão para humanos pode gerar quadros graves, especialmente em pessoas imunossuprimidas. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-RS) reforça que a doença deve ser tratada com seriedade, sem alarmismo, mas com informação clara e medidas preventivas.

Prevenção e responsabilidade

Entre as medidas de prevenção destacam-se:

  • Levar o gato ao veterinário diante de qualquer lesão suspeita.
  • Evitar contato de animais doentes com outros gatos ou pessoas.
  • Manter higiene rigorosa no ambiente doméstico.
  • Utilizar luvas ao manusear animais infectados ou materiais contaminados.

Chamado à sociedade

Para o MPRS e especialistas, conter a esporotricose exige ação conjunta entre poder público, profissionais de saúde e sociedade civil. “A informação é a primeira barreira contra a doença. Tutores conscientes e políticas públicas integradas podem conter o avanço da esporotricose e proteger a saúde coletiva”, destacou a promotoria.

Veja os gatinhos da protetora Caroline Calai

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Fotos: Caroline Calai

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