Sábado, 22 de agosto de 2026
Por Cláudio Humberto | 16 de fevereiro de 2023
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os movimentos sociais que agora, no governo Lula (PT), protestam contra a independência do Banco Central e contra o presidente do BC, Roberto Campos Neto, no governo Bolsonaro tentavam a sorte na Bolsa de Valores. As primeiras emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio com apoio do MST renderam a sete cooperativas mais de R$ 17,5 milhões. Outra conseguiu sozinha R$ 1 milhão em 2020.
Bom para o movimento
A independência do Banco Central é um marco de confiabilidade na economia na brasileira, incentiva investidores na hora de investir.
Contra produtivo
O título do MST promete 5,5% de retorno, como investimento de renda fixa. A economia em frangalhos não é boa notícia para investidores.
Tiro no pé
Segundo o próprio MST, em 2021 a captação de recursos da operação na Bolsa ajudaria 13 mil agricultores. Agora 13 mil prejudicados.
Outros tempos
O CRA é um investimento isento de imposto de renda e o título do MST atraiu quase dois mil investidores, sob o governo de Jair Bolsonaro.
PSD acerta ida ‘amigável’ de chefe do BC ao Senado
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, acerta para logo após o Carnaval uma tranquila ida ao Senado e explicar a política de juros. A pauta fez Vanderlan Cardoso (PSD-GO), futuro presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), a chamar Campos Neto para jantar, nesta quarta (15). O PSD de Gilberto Kassab trabalha para proteger a independência do BC que o PT tenta implodir. Campos Neto não se opõe a ir ao Congresso, basta ser convidado.
De nada ajuda
A convocação de forma a constranger Campos Neto não deve prosperar. Até no PT há quem discorde, como o senador Fabiano Contarato (ES).
Sagrada estabilidade
O PSD é contra mexer na autonomia do BC. MDB e União, partidos da base governista, também são contra a vontade de Lula.
Vexame previsto
No Congresso, há avaliação que o BC é bode expiatório para dividir a culpa do micro crescimento do PIB, esperado para abaixo de 1%.
O frete é seu
Após cobrar até R$ 20 mil em jantar, o PT segue avançando com voraz apetite no bolso de trouxas com a carteira disponível. O partido abriu uma loja online e cobra R$ 63,90 em uma caneca, por exemplo.
Rastreio
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que quer garantir o auxílio-creche ao já gordo salário dos juízes, dificulta a fiscalização do que é público. Exige registro de nome, documento e declaração de veracidade para conceder acesso à página da transparência do tribunal.
Papo velho
Assim como Michel Temer e Jair Bolsonaro se ressentiam da sabotagem de petistas infiltrados em seus governos, agora é Lula que faz a mesma acusação aos adversários. Mas é do PT a fama de “aparelhar” cargos.
Falar é fácil
O senador Cleitinho (Rep-MG) visitou as presas pelo vandalismo em Brasília. Falou até em se reunir com Alexandre de Moraes (STF), mas, perguntado pela coluna se formalizou o pedido, evitou a resposta.
Quem leva
Longe dos holofotes, uma disputa que pega fogo é pela presidência da Comissão do Meio Ambiente da Câmara. O PL quer indicar Ricardo Salles (SP) para o posto. Duda Salabert (PDT-MG) também quer a vaga.
Adorador de gaveta
Longe dos talentos da antecessora Tereza Cristina, hoje senadora, o ministro da Agricultura, Carlos Favaro, virou alvo de críticas de aliados por “ordenar” ao chefe de gabinete Wilson Taques jogar tudo na gaveta.
‘Verificadores’ de férias
O senador Marcos Pontes (PL-SP) teve que apelar às redes sociais para esclarecer que o demitido do comitê executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão da Presidência, não é ele, e sim um homônimo.
Forte indicativo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi confirmada como a próxima presidente do PL Mulher, e exercerá o papel de promoção do principal partido de oposição ao PT, indicando o futuro do seu grupo político.
Pensando bem…
…“governo” revela viés autoritário quando não aceita órgão independente exercendo funções legais.
PODER SEM PUDOR
Dupla utilidade
Filha de Jânio, Dirce Tutu Quadros era deputada quando decidiu mandar a filha Tina estudar numa escola tradicional da Inglaterra. Às vésperas da viagem, Tutu conversou ao telefone com o diretor da escola, Sir John Towey, que lhe pediu o “brasão da família” para pendurar no quarto da garota. Tutu desligou o telefone, pensou, pensou e encontrou a solução: “Vou levar uma vassoura. É esse o brasão dos Quadros.”
Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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