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Geral Mulher japonesa de 117 anos marca novo recorde de pessoa mais idosa do mundo

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Kane Tanaka, nascida em 1903, sorri enquanto um grupo de cuidadores de idosos comemora o aniversário dela em Fukuoka, Japão.

Foto: Reprodução
Kane Tanaka, nascida em 1903, sorri enquanto um grupo de cuidadores de idosos comemora o aniversário dela em Fukuoka, Japão. (Foto: Reprodução)

Kane Tanaka ampliou seu recorde como a pessoa mais velha do mundo ao comemorar seu aniversário de 117 anos em um lar de idosos em Fukuoka, no sul do Japão.

Tanaka marcou seu aniversário com uma festa neste domingo, juntamente com funcionários e amigos da casa de repouso, mostraram imagens de televisão da emissora local TVQ Kyushu.

A idosa, cujo aniversário era 2 de janeiro, mordeu uma fatia de seu grande bolo de aniversário. “Saborosa”, ela disse com um sorriso. “Eu quero mais.”

Kane foi confirmada no ano passado como a pessoa viva mais velha, com 116 anos e 66 dias de 9 de março, segundo o Guinness World Records.

A idade recorde de Tanaka é simbólica da população de rápido crescimento do Japão, que, juntamente com a queda na taxa de natalidade, está levantando preocupações sobre a escassez de mão-de-obra e as perspectivas de crescimento econômico futuro.

O número de bebês nascidos no Japão caiu cerca de 5,9% no ano passado, para menos de 900 mil pela primeira vez desde que o governo começou a compilar dados em 1899, segundo o Ministério do Bem-Estar do Japão.

Tanaka nasceu prematuramente em 1903 e casou-se com Hideo Tanaka em 1922, disse o Guinness World Records. O casal teve quatro filhos e adotou um quinto.

Caso brasileiro

Apesar do livro dos recordes reconhecer a japonesa Tanaka como a pessoa viva mais velha do mundo, o Brasil reivindicou o posto uma vez no ano passado, com uma baiana de 118 anos.

Uma moradora da cidade de São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador, completou 118 anos de vida em agosto do ano passado. Os familiares de Maria São Pedro Conceição, que nasceu no primeiro ano do século XX, em 1901, dizem que estão tentando levantar informações sobre como enviar a história dela para o Guinness Book.

“A gente está tentando descobrir como mandar a história da minha vó para o livro dos recordes. Estamos vendo ainda, a japonesa não é a mais velha, porque Dona Maria tem 118 anos. A velha é centenária”, contou Gisélia Conceição, neta da idosa.

Devido à idade, a idosa tem dificuldades de locomoção e passa a maior parte do dia sentada em uma cadeira de rodas ou deitada. Maria São Pedro perdeu a fala em março deste ano, mas continua lúcida, rindo quando ouve as histórias da família. Rodeada de filhos e netos, Dona Maria, como é conhecida, costuma ter a visita de pelo menos 10 familiares por dia dentro da pequena casa onde mora.

“Doença ela não tem. Ela ficou debilitada porque ela sofreu um derrame quando ela tinha 103 anos. Ela caiu quando estava capinando o quintal daqui de casa, mas ela caiu e entrou em casa dizendo que sentiu tonta, a gente não percebeu que era algo mais sério”, disse Gisélia Conceição.

O estado de Dona Maria deixa todos da família comovidos. Os familiares se revezam para dar banho e comida para a idosa.

“Eu sinto muitas vezes que é dolorido, pela idade que ela tem. Eu até me emociono quando vejo ela deitada. Eu sei que são as condições. Há seis meses quando ela ainda falava eu chegava e dizia ‘Velha, está bom ficar deitada aí? Está não minha filha, já queria ir’.

De acordo com familiares, Maria São Pedro nasceu na cidade de São Sebastião do Passé e trabalhou até os 17 anos em uma fazenda no município de Lamarão. A idosa trabalhou em casas de farinha, plantação e cuidando dos filhos de fazendeiros, ainda como escravizada, mesmo após a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.

A idosa deixou a cidade de Lamarão depois da família ter viabilizado seu casamento com José Aniseto dos Anjos, com quem ficou casada por quase 90 anos.

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