Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de novembro de 2015
“Acumulo marcas da intolerância no meu corpo e na memória. Meus cabelos não crescem mais”, conta X., muçulmana e ex-estudante de Pedagogia da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Aos 19 anos, ela deixou a faculdade após atearem fogo ao véu islâmico que cobria sua cabeça no dia do trote. A história de X. é um dos casos acompanhados pelo Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos. Em 2015, o número de agressões cresceu 1.016%. Até agosto, foram 67 queixas.
“Ela deixou a faculdade depois da agressão. Mais tarde, tentou emprego numa empresa de telemarketing, mas não conseguiu porque ela ‘escondia o rosto’, com o hijab [o véu islâmico]. Temos também a história de uma mulher que foi apedrejada e cuspida em Nova Iguaçu. Ela sofreu intolerância no condomínio onde mora e no ônibus também”, conta Lorrama Machado, coordenadora do Centro. (AG)
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