Sexta-feira, 01 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Você viu? Mulheres poderão evitar homens ao escolher assento em ônibus e aviões

Compartilhe esta notícia:

Especialistas apontam que a medida pode contribuir para aumentar a sensação de segurança das passageiras.

Foto: Freepik
Especialistas apontam que a medida pode contribuir para aumentar a sensação de segurança das passageiras. (Foto: Freepik)

Um projeto de lei em tramitação no Senado Federal prevê que mulheres possam optar por assentos ao lado de outras passageiras em meios de transporte coletivo, como ônibus interestaduais, aviões, trens e embarcações. A proposta avançou no fim de fevereiro de 2026, ao ser aprovada na Comissão de Direitos Humanos, e agora segue para análise de outras comissões antes de eventual votação em plenário.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a segurança das mulheres durante viagens, especialmente diante de casos recorrentes de importunação sexual registrados em transportes públicos e privados. O texto estabelece que a escolha poderá ser feita no momento da compra da passagem ou posteriormente, inclusive após o embarque, desde que haja disponibilidade.

De autoria da senadora Daniella Ribeiro, o projeto não obriga a separação de assentos, mas garante o direito de preferência às passageiras que viajarem sozinhas. A medida também não prevê custos adicionais às empresas, que deverão apenas adaptar seus sistemas de reserva para permitir a opção.

O tema vem sendo debatido no âmbito de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsáveis por normatizar o setor caso a proposta seja convertida em lei.

Especialistas apontam que a medida pode contribuir para aumentar a sensação de segurança das passageiras, sobretudo em viagens de longa duração ou noturnas. Por outro lado, há desafios operacionais, como a reorganização de assentos e a gestão de disponibilidade em voos e ônibus com alta ocupação.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres avaliam a proposta como um avanço, mas ressaltam que ela não substitui políticas mais amplas de prevenção e combate ao assédio, como campanhas educativas, canais de denúncia e fiscalização mais rigorosa.

Próximos passos

Após a aprovação na Comissão de Direitos Humanos, o projeto ainda precisa passar por outras comissões do Senado. Se não houver recurso para votação em plenário, poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado pelos deputados sem alterações, o texto será encaminhado para sanção presidencial.

Somente após essa etapa a medida poderá entrar em vigor, com regulamentação pelos órgãos competentes. Até lá, a proposta segue em discussão no Congresso, sem aplicação prática imediata.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Você viu?

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
celso oliveira
29 de abril de 2026 10:45

Nossa com tantos problemas no Brasil, essa gente tenta criar problemas para os empresários, basta colocar lado X para mulheres e lado Y para homens pronto.

Brasil tem alta de casos de síndrome respiratória grave
Show de Shakira impulsiona reservas em hotéis no Rio, mas não deve bater Lady Gaga
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x