Terça-feira, 09 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de junho de 2015
A segunda etapa do SuperBike Brasil será neste final de semana, no Velopark. E uma das atrações é a grande participação de mulheres no grid de largada. Com média superior a cinco pilotos em cada etapa, SuperBike Brasil é o único campeonato brasileiro a incentivar a participação das mulheres em competições de motovelocidade.
“Acreditar na força desse esporte é dar chance a todos e estimular a vinda de novos participantes. A competição é a que mais registra presença feminina e de crianças no país, o SuperBike Brasil fomenta a motovelocidade como nenhum outro”, comenta Sabrina Paiuta, piloto da classe SuperSport.
Referência para a nova geração e para meninas como Maria Fernanda Rocha, a MaFê da categoria Honda Junior Cup, coleciona conquistas nacionais, sendo a mais recente delas, o título de Campeã da Copa Kawasaki Ninja em 2012, categoria Light. Sabrina é a única brasileira a marcar presença na European Junior Cup, onde disputou uma posição de destaque frente a competidores de diferentes etnias nos principais circuitos internacionais. A categoria escola do Mundial de Superbikes acompanha o evento madrinha, World Superbike e serviu de inspiração para a criação da Honda Junior Cup no Brasil.
Primeira mulher a conquistar as pistas sobre quatro rodas, na Fórmula 3 onde sagrou-se campeã Sul-Americana e Brasileira, além de inúmeras vitórias no Carioca de Kart e, recentemente, migrando para as duas rodas, Suzane Carvalho usa toda sua experiência em busca de mais um título, agora na Copa Honda CBR 500R subdivisão Master, na qual foi campeã em 2014 e defende seu título este ano.
Outro nome que carrega a delicadeza feminina para as pistas é o de Marcia Reis. A gaúcha que atualmente vive em São Paulo tem evoluído em desempenho desde sua estreia, em julho do ano passado. “Venho me acostumando com a moto e a cada etapa ganhando mais experiência, hoje me sinto muito mais segura nas frenagens com relação a minha estreia”, explica a piloto que disputa a Copa Honda CBR 500R. Mas sua história começa bem antes disso, em 2012, época que participou de etapas regionais aleatórias, utilizando motocicletas e equipamentos emprestados, tudo em busca do sonho de se tornar piloto. Somente em 2014, após incontáveis respostas negativas, Marcia conquistou seu lugar ao sol, uma moto, equipamentos específicos para ela e a cereja do bolo, um patrocinador para dar suporte.
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