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Mundo Multidões protestam na França, Espanha, Itália, Bélgica e Albânia; confrontos incluem bombas, pedras e prisões

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Centenas de pessoas reunidas em manifestação em Paris. (Foto: Reprodução)

Protestos na Europa contra o alto custo de vida, a perda de poder de compra e a deterioração dos serviços públicos levaram milhares de pessoas às ruas da França, Itália, Bélgica, Albânia e Espanha nesse sábado (24). Embora não façam parte de um movimento único, várias das manifestações refletem insatisfação com as condições econômicas e com a resposta dos governos a problemas que afetam o dia a dia da população.

As reivindicações, porém, variam de país para país e incluem pautas políticas e sociais específicas. Ao longo desse sábado, as manifestações também foram marcadas por confrontos entre policiais e grupos de manifestantes. Entenda abaixo as reivindicações que levaram a população às ruas.

A França grita por mais recursos para escolas e serviços públicos, em meio à pressão do governo para controlar os gastos e o endividamento. Na Itália, os protestos são por medidas para enfrentar o custo de vida, os preços dos combustíveis e problemas em áreas como emprego, saúde, educação e moradia. Caminhoneiros, agricultores e metalúrgicos também organizaram bloqueios.

Na Bélgica, a insatisfação é com o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos, em um cenário de dívida e déficit elevados. A Espanha quer a defesa das aposentadorias públicas e medidas urgentes contra a crise de moradia. Já a Albânia quer o combate à corrupção, criação de empregos, melhoria da educação e pressão pela saída do primeiro-ministro Edi Rama.

Apesar das diferenças entre as pautas, parte das cobranças esbarra em um desafio comum: a capacidade dos governos de responder às demandas da população em um cenário de pressão sobre as contas públicas e o orçamento das famílias.

O aumento dos custos de energia e combustíveis encarece as despesas cotidianas, enquanto o endividamento elevado limita a margem para ampliar os gastos públicos.

A dívida pública supera o equivalente a toda a produção anual de bens e serviços na Itália, França, Bélgica e Espanha. No segundo trimestre de 2026, o endividamento correspondia a 139,9% do Produto Interno Bruto (PIB) italiano, 119,1% do francês, 110,2% do belga e 101,4% do espanhol, segundo o Eurostat, órgão de estatísticas da União Europeia. Além da dívida elevada, alguns registram déficits públicos acima do limite de referência europeu, enquanto outros enfrentam inflação superior à média da zona do euro. Em 2025, os déficits equivaliam a 5,1% do PIB francês e 5,2% do belga, acima do limite de 3% previsto nas regras fiscais da União Europeia. Na Itália, a inflação chegou a 4,2% em setembro, ante 3,8% na zona do euro.

Ao longo desse sábado, as manifestações também foram marcadas por confrontos entre policiais e grupos de manifestantes. A seguir, veja o que aconteceu em cada país e entenda as reivindicações que levaram a população às ruas. (Com informações do g1)

tags: Mundo

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