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Colunistas Muralha digital tem benefícios para segurança, meio ambiente e mobilidade

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O monitoramento por si só já tem potencial de inibir certos crimes

Foto: Divulgação
O monitoramento por si só já tem potencial de inibir certos crimes. (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A implantação de muralhas digitais beneficia as cidades em diversas esferas, seja aumentando a segurança, seja acompanhando indicadores do meio ambiente ou melhorando a mobilidade urbana. É possível, por exemplo, identificar atividades suspeitas e veículos procurados; medir o nível de água das cabeceiras de rio para emitir alertas de tempestades e possíveis enchentes; monitorar a qualidade do ar; e acompanhar o trânsito em tempo real.

A chave para o sistema funcionar de forma eficiente está na integração de todo o processo. Sejam os mais variados sensores, câmaras novas, ou até mesmo câmaras legadas — a um sistema de software integrador, que faz a orquestração de todo o funcionamento, adicionando uma camada de analíticos e de inteligência artificial.

Na parte do meio ambiente, a combinação de sensores a sistemas preditivos permite ao gestor público antecipar crises e evitar que incidentes ocorram. Ao conseguir saber quais são as chances de fortes chuvas ocorrerem nas próximas 12 horas e onde elas serão, pode-se mapear as áreas com maior erosão ou desmoronamento e fazer uma ação preventiva.

No caso da segurança, ao cruzar as informações obtidas das imagens e dos vídeos com os bancos de dados consegue-se identificar carros suspeitos e emitir alertas para a polícia. E, indo além, o monitoramento por si só já tem potencial de inibir certos crimes. Afinal, tudo está sendo filmado.

A muralha digital orienta o gestor público em sua real necessidade em proteger a população. Atualmente, é praticamente impossível fazer a segurança das cidades ou estados somente com o número de contingente policial. É aí que entra a “segurança artificial”.

Com o monitoramento por meio das câmeras e a orquestração baseada na integração com os diversos sistemas públicos, desde o Centro Integrado de Comando e Controle, são emitidos automaticamente alertas quando alguma situação fugir do normal. E mais: a análise das imagens permite o direcionamento dos alertas para os órgãos competentes, como polícia militar, bombeiros e Defesa Civil, dependendo da ação que deve ser tomada.

A muralha digital, composta por centenas ou milhares de câmeras, é um pilar estratégico no planejamento das cidades para se tornarem inteligentes. De acordo com o estudo da Deloitte “Insights sobre Cidades Inteligentes no Brasil para formuladores de políticas e gestores públicos”, existem no Brasil 210 milhões de pessoas, sendo que 84% vivem em áreas urbanas, distribuídas nas 5.570 cidades do país. Com os municípios ficando mais densos, incorporar ferramentas de tecnologia da informação — como as da muralha digital — é o caminho para endereçar os principais problemas da urbanização.

Elias Reis, head de cidades inteligentes na NEC no Brasil

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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