Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de outubro de 2016
Quem circulava pelo Centro Histórico de Porto Alegre, no início da tarde desta quinta-feira (13), mais precisamente pelo Mercado Público e pelo Terminal Parobé, teve uma grata surpresa. Pôde apreciar um repertório musical eclético, que passou do tradicionalista gaúcho, ao nordestino, passeando por clássicos nacionais e internacionais e finalizando com um toque erudito.
A programação iniciou bem no coração do Mercado Público com a apresentação dos músicos Fábio Boscardino, no saxofone, e Josué Cruz, no violão. Quando começou a apresentação, as pessoas pararam para apreciar. O trio ficou empolgado com a aceitação do público. “Para nós, quanto mais inusitado, melhor”, comentou Boscardino.
Eles mostraram um repertório popular que foi de Tom Jobim a Kenny G. “Participar da Festa Nacional da Música nos dá a oportunidade de levar a música às pessoas, e assim, e também levar alegria. Ainda mais nesse momento tão conturbado que o País está passando. As pessoas precisam de música.”, completou Cruz.
A advogada aposentada Vera Barbosa assistia ao poket show com sorriso no rosto. “Eu sou eclética, mas amo especialmente esses dois instrumentos”, disse. Já o ator Boni Rangel estava assistindo emocionado. “A gente corre pra lá e pra cá o dia todo. Chegar aqui e me deparar com essa apresentação foi reconfortante. Uma surpresa maravilhosa. A música me emociona e este sax está especialmente muito bom”, elogiou.
Do popular passamos ao tradicionalista gaúcho pelo Trio Matizes, que tem os irmãos Vagner dos Reis, no acordeon, ao lado de Rogério dos Reis, no violão, acompanhados pelo sobrinho, Dhouglas Umabel, no violino. Tocando clássicos como “Eu sou do Sul”, eles também mostraram um pouco da música do Uruguai, da Argentina, chegando em “Asa Branca”, hino nordestino e brasileiro.
“Essa iniciativa de levar a música onde as pessoas estão é maravilhosa. E mostra que música boa não tem rótulo, pode ter diferentes estilos que vai agradar”, completou Rogério dos Reis.
E agrada, não somente diferentes estilos, como diferentes idades. Brayan de Brum Nunes, estudante de 17 anos, saiu do ônibus, no Terminal Parobé, se deparou com os músicos e já começou a gravar. “Vou postar agora no meu snapchat (se referindo ao aplicativo de vídeos, febre entre as novas gerações). “Bah, muito show!”, disse ele.
Ao lado dele, o casal de aposentados Marisa da Silva, 70 anos, e Ivo da Silva, 80 anos, apreciavam o show de braços dados. “Foi ótimo! Eu vinha triste e me alegrou. Música sempre alivia o estresse e levanta o astral”, disse ela.
Voltando ao Mercado Público, Dhouglas Umabel (violino), que além de fazer parte do Trio Matizes e tocar na Orquestra Jovem da Ospa, se apresentou novamente ao lado dos amigos Daniel Catilhos (acordeon) e Lucas Araújo (violão) que são professores de música. Com essa formação, eles mostraram seu repertório erudito.
“A Festa da Música tem sido muito especial para mim. Toquei na abertura com a Ospa Jovem, antes aqui com meus tios e agora com meus amigos. Tenho a música no sangue e estar aqui é a oportunidade de levar música para muita gente que não teria essa oportunidade”, comenta ele, de apenas 18 anos, mas com vasta experiência musical.
O exemplo de Dhouglas chamou a atenção da professora de música aposentada Leda Fogaça. “Fui professora por 30 anos. A música é maravilhosa. Ela molda as pessoas, inspira coisas boas, incentiva o que é positivo. Jovem envolvido com música se mantém longe do que é ruim, das drogas, dá mais valor ao que importa. E chega de maldade”, comenta ela.
Festa Nacional da Música – Marcada pela diversidade de estilos, a Festa Nacional da Música promove, de 9 a 19 de outubro, a integração de artistas de todo Brasil e dos mais variados gêneros musicais. Do rock ao samba, do funk ao forró, do rap ao sertanejo, da MPB à música clássica, o clima é de descontração e intercâmbio cultural junto a personalidades de renome do mercado da música, como empresários, produtores e representantes de gravadoras. Shows espontâneos, parcerias improvisadas, jam sessions e debates importantes acerca da indústria fonográfica brasileira dão o tom do evento.
Cidade da Música – Neste ano, o maior encontro da música brasileira irá tomar conta das ruas de Porto Alegre em uma programação aberta ao público e especialmente voltada a artistas regionais e locais: a Cidade da Música. Realizada até 15 de outubro como uma espécie de aquecimento para as atrações já tradicionais, as atividades serão gratuitas e passarão pelos principais pontos da capital gaúcha, como parques, praças, estações de ônibus, cinemas e teatros.
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