Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de novembro de 2023
O homem preso no domingo (12) no Rio de Janeiro pela Polícia Federal (PF) apontado como suspeito de ser recrutado pelo Hezbollah – grupo libanês extremista apoiado pelo Irã, considerado terrorista por vários países, como Estados Unidos, França e Alemanha – é músico e estava no Rio. Ele foi identificado como Michael Messias. A Justiça decretou a prisão temporária dele por 30 dias.
Em depoimento, Michael confirmou, segundo investigadores, que esteve 2 vezes no Líbano. Disse que as viagens foram pagas pelo sírio naturalizado brasileiro Mohamad Khir Abdulmajid, procurado pela Interpol e principal alvo da investigação da ameaça terrorista pela PF.
Mas Michael alegou no interrogatório que foi procurado pelo Mohamad para fazer apresentações de pagode no Líbano e negou tanto ter envolvimento com o Hezbollah quanto ter recebido proposta para colaborar com o terrorismo. A PF não acredita nesta versão.
Ele contou que conheceu os libaneses que teriam o recrutado para atos terroristas em um casamento no Rio e que, que viajou ao Líbano e negou ter sido convidado para realizar atividade terrorista.
Quando a PF apresentou a ele o símbolo do Hezbollah, afirmou que não viu a imagem em nenhum local no Líbano ou no Brasil.
O músico afirmou que fez duas viagens ao Líbano: uma sozinho no final de 2022 e outra em março deste ano acompanhado da esposa. Esta segunda viagem ele afirmou ter sido para um “intercâmbio musical”.
Messias reconheceu uma imagem de Mohamad apresentada pelos investigadores durante o depoimento e disse o teria encontrado durante o casamento no Rio e em outro momento, em uma agência de viagens para comprar as passagens para o Líbano. Depois, afirmou que não viu mais o homem nem no Brasil e nem no Líbano.
Ele relatou não ter se encontrado com nenhum chefe do Hezbollah, diferentemente do que afirmou outro alvo da operação antiterrorismo da PF, que disse que negou trabalho para “sequestrar e matar” e que ganhou US$ 600 ao voltar para o Brasil.
À PF, ele também falou que não possui arma ou explosivo e nem sabe manusear estes itens.
Messias disse que, na primeira viagem ao Líbano teve passagem e hotel pagos por Mohamad, que foi sozinho, ficou num bom hotel e que foi recebido por outras pessoas em Beirute. Ele disse ter visitado pontos turísticos e que não tinha recebido nenhum dinheiro, além de não ter tido despesas na cidade pois tudo foi pago pelos libaneses. Ele afirma que também não recebeu dinheiro ao voltar ao Brasil, mas que levou US$ 500 e não gastou nada.
Os investigadores estão atrás agora também dos chamados “intermediários recrutadores”: pessoas supostamente contratadas no Brasil por Mohamad para ir atrás de brasileiros interessados em aceitar dinheiro para integrar células do Hezbollah nas áreas de logística e inteligência para a prática de atentados.
Um libanês naturalizado brasileiro, que também está em Beirute e é procurado pela Interpol, encabeçaria junto com Mohamad todo este esquema de aliciamento para o Hezbollah, segundo as investigações da PF. As informações são do portal de notícias G1.
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