Sábado, 01 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2020
Pelo menos 700 mil crianças e adolescentes menores de 15 anos enfrentam dificuldades alimentares devido à crise gerada pelo novo coronavírus na Itália.
De acordo com a Coldiretti, principal organização agrícola do país, as principais causas do problema são o fechamento das escolas, o desemprego e o aumento nos preços dos alimentos.
“A situação crítica vinculada à pandemia se agravou em muitas famílias pelo fechamento dos colégios e dos restaurantes escolares, que eram a oportunidade para muitas famílias de garantir aos filhos uma refeição quente”, destaca o sindicato agrícola.
Pessoas que perderam empregos temporários, pequenos comerciantes que foram obrigados a fechar suas lojas e trabalhadores clandestinos ou informais não recebem subsídios do governo italiano e são, segundo a Coldiretti, alguns dos principais afetados.
A associação aponta, ainda, que o aumento dos preços dos alimentos está relacionado ao fechamento de bares, restaurantes e mercados, e à “corrida às compras” para a quarentena, que levou alguns italianos a esvaziarem lojas de alimentos para estocar comida.
Mais mortes
As mortes em decorrência da epidemia da Covid-19 na Itália aumentaram em 179 nesta segunda-feira (11), contra 165 no dia anterior, informou a Agência de Proteção Civil, enquanto a contagem diária de novos casos caiu para 744, ante os 802 registrados no domingo.
Foi o menor número de casos anunciados para um dia desde 4 de março.
O número total de mortos desde o surgimento do surto, em 21 de fevereiro, agora é de 30.739, segundo a Agência, o terceiro maior do mundo, depois dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.
O número total de casos confirmados totalizou 219.814, o quinto maior número global atrás dos Estados Unidos, Espanha, Grã-Bretanha e Rússia.
As pessoas registradas como portadoras da doença recuaram de 83.324 no dia anterior para 82.488.
Havia 999 pessoas em terapia intensiva nesta segunda-feira, recuando de 1.027 no domingo, mantendo um declínio de longa duração. Dos infectados originalmente, 106.587 foram declarados recuperados, ante 105.186 no dia anterior.
A Agência afirmou que 1,702 milhão de pessoas tinham sido testadas contra o vírus, ante 1,676 milhão no domingo, em uma população aproximada de 60 milhões. As informações são das agências de notícias AFP e Reuters.
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