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Mundo Na ONU, Trump diz que considera “aniquilar o Irã” e mandar o país “para o inferno” caso não chegue a acordo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso na Assembleia Geral da ONU. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode “aniquilar o Irã” e mandar o país “para o inferno” em discurso nessa terça-feira (22) na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (EUA). Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nessa terça para negociar.

“Foi uma reunião de três horas”, disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como “muito bom” e afirmou que planeja outro diálogo “em um futuro muito próximo”.

Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã “nunca terá uma arma nuclear”. Ele também disse que tem uma “grande decisão” pela frente.

“Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições”, afirmou Trump.

Trump também fez alusão à política norte-americana de “guerra ao terror” ao citar os atentados de 11 de Setembro, em Nova York, e de 7 de Outubro, em Israel.

Interferência externa

Ainda em seu discurso, Donald Trump prometeu extinguir o que chamou de “interferência externa” no Hemisfério Ocidental e que pode utilizar o poderio militar norte-americano para isso, em discurso nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Trump, que busca dominar e expulsar a presença dos rivais China e Rússia do Hemisfério Ocidental, disse em seu discurso que busca “acabar com décadas de violência, instabilidade e interferência estrangeira” na região, e que utilizará “poderio militar incomparável” para atingir esse objetivo —utilizando a operação contra Nicolás Maduro como exemplo.

“Nossas ações na Venezuela são uma prova de que não permitiremos mais que ameaças contra os Estados Unidos criem uma base de apoio em qualquer lugar do Hemisfério Ocidental e, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para proteger nossos interesses nacionais vitais”, afirmou.

O presidente norte-americano também comparou os cartéis de drogas ao grupo terrorista Estado Islâmico e afirmou que esses “grupos e gangues sangrentos” não afligirão mais os países do Ocidente.

“Lançamos o poder das Forças Armadas dos EUA para eliminar gangues e cartéis de drogas sangrentos. (…) Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror, e por isso eles devem ser mortos, exilados ou detidos”, afirmou Trump.

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