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Política Na prisão, dono do Banco Master relata mal-estar e é examinado

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Fontes da PF afirmam que se tratou de uma “situação clínica, sem gravidade”, e que banqueiro deve passar por exames complementares. (Foto: Reprodução)

Preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatou, nos últimos dias, que não estava se sentindo muito bem. A pedido do médico do banqueiro, Vorcaro foi examinado.

De acordo com fontes da Polícia Federal, Vorcaro foi examinado após apresentar um quadro clínico que exigiu avaliação, com a ida de um médico até a unidade prisional. Não houve necessidade de hospitalização, e os exames foram feitos na própria PF.

Em caráter reservado, fontes da PF afirmam que se tratou de uma “situação clínica, sem gravidade”, e que Vorcaro deve passar por exames complementares. O banqueiro está em processo de negociação de uma delação.

O empresáro foi preso em março, por ordem do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sob suspeita de tentativa de obstrução das investigações relacionadas ao Banco Master, instituição fundada e controlada por ele.

Novos acontecimentos do caso

Mensagens de WhatsApp enviadas pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso na semana passada pela Polícia Federal, indicam que ele intercedeu de forma fraudulenta junto aos seus subordinados com o objetivo de favorecer os interesses de Vorcaro, dentro do banco estatal. A conclusão faz parte de relatório de auditoria externa contratada pelo BRB enviado à Polícia Federal.

Os diálogos de Paulo Henrique Costa tratam de um processo de aumento de capital do BRB realizado em maio de 2024, que captou R$ 290 milhões de investidores privados por meio de aportes realizados por fundos de investimentos ligados a Vorcaro e à gestora Reag, também vinculada ao Master. Foram detectadas suspeitas de fraudes nesse procedimento, que virou alvo de um inquérito específico da Polícia Federal.

Procurada, a defesa de Costa negou irregularidades. “O Banco Central examinou toda a documentação e aprovou o aumento de capital”, afirmou o advogado Cléber Lopes. A defesa de Vorcaro não se manifestou.

A PF suspeita que os processos de aumento de capital feitos por Paulo Henrique, que totalizaram R$ 1 bilhão, serviram para dar lastro às aquisições bilionárias de carteiras de crédito fraudulentas do Master. Ao final desses processos, acionistas com vínculos com o Banco Master passaram a deter 23,5% de participação acionária no BRB.

Costa foi preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça sob suspeita de ter aceitado uma oferta de R$ 146 milhões de propina em imóveis de luxo em troca de favorecer o Master durante sua gestão no BRB. A Segunda Turma do STF deve julgar a partir desta quinta-feira, dia 22, em sessão virtual, a manutenção da prisão.

Mensagens mostram participação direta

De acordo com as investigações, Paulo Henrique Costa definiu por conta própria quais fundos de investimento iriam injetar recursos na participação acionária no BRB, todos com ligações com o Banco Master, sem transparência nem critérios objetivos.

Nas mensagens obtidas pelo Estadão, ele informa a um subordinado os nomes dos fundos e os valores que seriam aportados. “Vai dividir em três veículos. Por favor, faça uma nova de 250 mm (milhões)”, escreveu.

Pela regra estabelecida, esses fundos ligados ao Master não poderiam fazer diretamente aportes no BRB, porque esse processo de aumento de capital era aberto apenas aos acionistas do banco.

Entretanto, as investigações apontam que Paulo Henrique Costa montou um processo fraudulento para que os fundos aportassem recursos indiretamente por meio de acionistas, que apareceram apenas como intermediários para a passagem do dinheiro.

Esses diálogos foram obtidos pela auditoria externa contratada pela atual gestão do BRB e compartilhados com a Polícia Federal.

“As comunicações internas registram que os nomes dos fundos e os quantitativos de ações a subscrever foram informados diretamente pelo então presidente do BRB à equipe técnica. Essa centralização decisória, anômala para operações dessa envergadura, sugere coordenação prévia entre os veículos subscritores e reduz a transparência típica das alocações em aumentos privados”, diz trecho de relatório produzido pela auditoria externa contratada pelo BRB.

A auditoria detectou que Costa solicitou a seus subordinados a lista dos acionistas do BRB que poderiam investir no aumento de capital para usá-los como intermediários para a injeção de recursos dos fundos ligados ao Master.

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Jorge Bressan
22 de abril de 2026 21:40

Depois que o nosso judiciario(puxadinho do PT)deu o maior 171 para tirar o maior ladrão e corrupto deste pais nada mais me surpreende!!

vanderlei stefani
22 de abril de 2026 20:20

Documentos do BC mostram como diretoria de Campos Neto permitiu Daniel Vorcaro assumir controle do Master

FERNANDO DE ARAUJO
22 de abril de 2026 16:00

Essas prisões em Brasília devem ter algum problema, os caras, quando estão fora praticando golpes, roubos e outros crimes parecem super-homens, bombados, invencíveis…vão para a prisão começam a ter soluços, unha encravada, urticária, tudo de extrema gravidade, até aparecem médicos atestando a gravidade e pedindo transferência…aconteceu com o capitão da quadrilha dos milicianos e agora com o banqueiro falcatrua que roubou bilhões junto com o poder em Brasília…

Eloa Gute
22 de abril de 2026 08:39

Já, já vai arranjar uma doença e vai para casa usufruir os milhões roubados. Será que as autoridades não veem todis esses ladrões políticos ficam doentes para ir para suas mansões???

FERNANDO DE ARAUJO
22 de abril de 2026 16:01
Responder para  Eloa Gute

As autoridades são cúmplices….

ochoavanderlei@gmail.com
22 de abril de 2026 06:52

Todo marginal quando preso alega doença para se livrar da cana. Seu chefe jair MESSIAS , um verdadeiro atleta imbrochavel todos os dias chora e pede por mamãe. Estratégia de marginais de quinta categoria. Como tem marginal nessa direita golpista.

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