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Geral Na Sapucaí, lideranças do PT não querem saber de política: “Pelo amor de Deus”

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Ao lado do namorado, o também petista Lindbergh Farias (RJ), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, não se prendeu a certos rituais da política na avenida. (Foto: Reprodução)

De máscara no rosto, purpurina espalhada pelo corpo e sorriso permanente, Gleisi Hoffmann passou despercebida por muita gente na primeira noite de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Ao lado do namorado, o também petista e deputado federal Lindbergh Farias (RJ), a presidente do PT não se prendeu a certos rituais da política na avenida, como posar ou sambar ao lado das autoridades locais. E ai de quem tentasse puxar com a dirigente assuntos áridos de Brasília, como a agenda do governo no Congresso Nacional.

“Pelo amor de Deus!”, rejeitou o assunto, rindo, quando abordada pelo jornal Valor Econômico na porta do camarote Favela. Animados – e aos beijos –, o casal circulou bem pelas dependências do Sambódromo.

Quem ficou mais parado no Favela, espaço organizado por outro parlamentar do PT-RJ, Washington Quaquá, foi o líder do partido na Câmara, Zeca Dirceu (PR).

Assim como Gleisi, o conterrâneo paranaense – copo na mão, bom humor e certa tietagem no entorno – não topou analisar as pautas do governo: “Nem pensar!”, bradou. Em seguida, foi convocado para o “Boteco do Quaquá”, espécie de VIP do VIP dentro do camarote.

Do outro lado da pista, no camarote da Prefeitura e com um chapéu Panamá na cabeça, quem também andou dispensando assuntos de Estado foi Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. De drink na mão, o paulista se enfiou no meio da bateria do Império Serrano, primeira das seis escolas da noite. Só queria saber de Carnaval.

Estabelecido no camarote, Mercadante foi para a avenida ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD). Seis escolas inauguraram o Grupo Especial do Rio: Império Serrano, Grande Rio, Mocidade, Unidos da Tijuca, Salgueiro e Mangueira. A quem perguntava, Mercadante deixava claro que só queria falar de Carnaval. Nada sobre as diretrizes do banco.

Não foi a primeira vez do petista no Sambódromo do Rio – tampouco será a última, prometeu. O homem de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestigiou até a bebida afrodisíaca cravo escarlate, um clássico do Carnaval, feita com 16 raízes.

Além de Mercadante, os ministros Margareth Menezes (Cultura) e Carlos Lupi (Previdência Social) estiveram na festa. As informações são do jornal Valor Econômico.

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