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Notícias Na TV, Bolsonaro usa o massacre de estudantes americanos em 1970 para representar a violência

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O massacre de Kent State, em 4 de maio de 1970, nos Estados Unidos, foi um violento conflito entre guardas e jovens. (Foto: Reprodução)

Na televisão, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) utilizou a imagem de um massacre de estudantes norte-americanos pacifistas pela guarda nacional em 1970 para retratar o “recorde de violência” no Brasil.

Em campanha veiculada noe domingo, Bolsonaro associou o aumento de violência aos governos petistas. “O resultado dessa baderna: milhões de desempregados, a maior crise econômica da história e recorde de assassinatos”, disse o vídeo.

A imagem que aparece atrás da palavra “assassinatos” no programa é de uma jovem desesperada sobre um corpo estendido no chão. Ela retrata, porém, a morte de um estudante pela guarda nacional norte-americana durante o episódio que ficou conhecido como “massacre de Kent State”, em 4 de maio de 1970, nos Estados Unidos.

“Quatro estudantes morreram hoje no campus da Universidade Estadual de Kent, em Ohio, em um violento conflito entre 300 guardas nacionais e 3.000 jovens com troca de tiros no interior da universidade. Outros 12 jovens foram gravemente feridos”, diz reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo no dia seguinte.

Os estudantes protestavam contra a expansão da Guerra do Vietnã para o Camboja. A jovem no foco da foto é Mary Ann Vecchio, então com 14 anos. O corpo pertence ao estudante Jeffrey Miller, de 20 anos, morto pelos guardas com um tiro na cabeça.

A imagem foi premiada com o Pulitzer de fotografia em 1970. O massacre na universidade levou a protestos massivos nos Estados Unidos, e a uma greve nacional de estudantes.

Debate em SP

Os economistas Carlos Alexandre da Costa, assessor da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), e Guilherme Mello, da campanha de Fernando Haddad (PT), participaram nesta segunda-feira de um debate em São Paulo sobre as propostas para o próximo governo. O encontro foi promovido pela rádio Jovem Pan.

Na área econômica, o economista Carlos Alexandre da Costa defendeu reduzir o peso do estado e da carga tributária para acelerar o crescimento. “Os gastos públicos cresceram assustadoramente.”

Ele disse que um eventual governo Bolsonaro deve trazer estabilidade para a economia e que o PIB pode crescer 3,5% em 2019.

O economista Guilherme Mello afirmou que o Brasil tem um potencial para crescer em 2019, “mas não haverá soluções mágicas”.

Ele avaliou que a principal estratégia do governo deve ser a retomada de obras parada para a retomada do emprego e crescimento e a renegociação de dívida das famílias e das empresas.

Contas públicas

Costa, da campanha de Bolsonaro, prometeu o fim de déficit primário para 2019, já no primeiro ano de um eventual governo Bolsonaro.

A equipe do candidato do PSL avaliou que a proposta é factível diante da possibilidade de privatização da Eletrobras, da revisão da cessão onerosa e da melhora do crescimento econômico – que pode aumentar a arrecadação. Há duas semanas, no entanto, Bolsonaro afirmou que a privatização não deve atingir o setor de energia elétrica, do qual a Eletrobras faz parte.

“Fizemos todas as contas, existem algumas receitas extraordinárias que vão viabilizar um superávit primário ou zerar o déficit já este ano [2019]. São a privatização de uma parte da Eletrobrás, a revisão da cessão onerosa com a Petrobrás. Só isso aí já vai dar um volume bastante elevado e também com o impacto (…) do crescimento da economia no ano que vem vai viabilizar ano que vem já a gente zera o déficit primário”, disse Costa.

Mello, da campanha de Haddad, apontou que o objetivo é reverter a trajetória de crescimento da dívida pública até o fim do próximo mandato. A melhora das contas públicas, segundo Mello, virá com o fortalecimento da renda e do emprego, que devem melhorar a arrecadação. Ele também defendeu a revisão de desonerações.

“O que a gente tem de fazer é retomar o ritmo de atividade. Como a gente vai fazer isso? Gerando emprego nas obras paradas, na construção civil, e reativando o crédito, renegociando a dívida dos pequenos empresários e das famílias”, afirmou Mello.

Mercado de trabalho

O economista da campanha de Bolsonaro trabalha com a expectativa de criar 10 milhões de empregos nos próximos 4 anos diante da expectativa de melhora do ambiente para investimento.

Já o assessor de Haddad disse que o grande vetor da geração de emprego será a retomada das obras públicas que estão espalhadas pelo País.

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