Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de abril de 2023
Um grupo de entregadores foi agredido verbal e fisicamente por uma mulher no último domingo, em São Conrado, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Sandra Mathias Correia de Sá, professora de vôlei, está passeando com o cachorro por uma rua da região, e passa por alguns entregadores que trabalham em uma loja do bairro. Ela para e começar a atacar verbalmente o grupo, dizendo para eles “voltarem para a favela”. Depois, tira a coleira do cachorro e passa a chicotear as costas de um deles, Max Angelo dos Santos.
Morador da Rocinha, Max Angelo se tornou entregador há um ano e meio, quando perdeu a carteira assinada ao ser demitido de seu antigo emprego. Após a agressão, ele foi à delegacia, prestou depoimento e passou por exames no Instituto Médico Legal, onde foram confirmadas os hematomas causados pela agressão.
“Ela me tratou como se eu fosse escravo. Só que ela está esquecendo que o tempo da escravidão já acabou há muitos anos. E isso não pode acontecer. É inadmissível. Não tem como aceitar uma situação como essa”, disse Max Angelo dos Santos, um dos entregadores, ao RJ TV.
Também agredida por Sandra, a entregadora Viviane Maria de Souza contou que não revidou as agressões da mulher:
“Ela me xingou de lixo, de favela, de um monte de coisa. Nome feio… E chamando para briga, e eu não queria brigar. Eu falei: ‘Eu não quero brigar, eu vou correr, sim, porque eu não quero brigar’. Porque, se eu fosse a mais, eu ia acabar machucando ela.”
Segundo o grupo, esta não foi a primeira agressão cometida por ela, que está sendo investigada por injúria por preconceito e lesão corporal. A mulher, que se apresenta como nutricionista nas redes sociais.
Ela já tem outras passagens pela polícia, com casos de injúria, ameaça e furto de energia na praia do Leblon, onde tem uma escola de vôlei.
Nas redes sociais, Sandra diz ter trabalhado no COB, entre outubro e novembro de 2022, como supervisora de produção. No entanto, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) negou que ela tenha feito parte de seu quadro de colaboradores. Segundo o comitê informou por meio de nota, a professora de vôlei “jamais atuou na entidade como supervisora de produção nem fez parte do seu quadro de colaboradores em qualquer outra função”. As informações são do jornal O Globo.
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