Ícone do site Jornal O Sul

Na Zona Sul do Rio, professora de vôlei dá chibatadas em entregador

Sandra Mathias Correia de Sá aparece em vídeo dando chicotadas no entregador Max Angelo Alves dos Santos. (Foto: Reprodução)

Um grupo de entregadores foi agredido verbal e fisicamente por uma mulher no último domingo, em São Conrado, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Sandra Mathias Correia de Sá, professora de vôlei, está passeando com o cachorro por uma rua da região, e passa por alguns entregadores que trabalham em uma loja do bairro. Ela para e começar a atacar verbalmente o grupo, dizendo para eles “voltarem para a favela”. Depois, tira a coleira do cachorro e passa a chicotear as costas de um deles, Max Angelo dos Santos.

Morador da Rocinha, Max Angelo se tornou entregador há um ano e meio, quando perdeu a carteira assinada ao ser demitido de seu antigo emprego. Após a agressão, ele foi à delegacia, prestou depoimento e passou por exames no Instituto Médico Legal, onde foram confirmadas os hematomas causados pela agressão.

“Ela me tratou como se eu fosse escravo. Só que ela está esquecendo que o tempo da escravidão já acabou há muitos anos. E isso não pode acontecer. É inadmissível. Não tem como aceitar uma situação como essa”, disse Max Angelo dos Santos, um dos entregadores, ao RJ TV.

Também agredida por Sandra, a entregadora Viviane Maria de Souza contou que não revidou as agressões da mulher:

“Ela me xingou de lixo, de favela, de um monte de coisa. Nome feio… E chamando para briga, e eu não queria brigar. Eu falei: ‘Eu não quero brigar, eu vou correr, sim, porque eu não quero brigar’. Porque, se eu fosse a mais, eu ia acabar machucando ela.”

Segundo o grupo, esta não foi a primeira agressão cometida por ela, que está sendo investigada por injúria por preconceito e lesão corporal. A mulher, que se apresenta como nutricionista nas redes sociais.

Ela já tem outras passagens pela polícia, com casos de injúria, ameaça e furto de energia na praia do Leblon, onde tem uma escola de vôlei.

Nas redes sociais, Sandra diz ter trabalhado no COB, entre outubro e novembro de 2022, como supervisora de produção. No entanto, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) negou que ela tenha feito parte de seu quadro de colaboradores. Segundo o comitê informou por meio de nota, a professora de vôlei “jamais atuou na entidade como supervisora de produção nem fez parte do seu quadro de colaboradores em qualquer outra função”. As informações são do jornal O Globo.

Sair da versão mobile