Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de junho de 2018
Durante o programa Governo e Comunidade desta semana, o governador José Ivo Sartori definiu como “muito grave” a rejeição da Assembleia Legislativa, na última terça-feira (04), ao projeto de lei do Executivo que reduziria de 150 para 90 dias antes das eleições o prazo de autorização para realização de plebiscito.
Com a decisão tomada por 29 votos contrários e 23 favoráveis, a população não poderá ser consultada, nas eleições de outubro, sobre se aprova ou não a privatização ou federalização da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), CRM (Companhia Riograndense de Mineração) e Sulgás. “É lamentável, porque não deram a chance de a população decidir o destino e o futuro dessas empresas”, reafirmou Sartori.
O governador disse que o Estado tem agora um outro obstáculo a ser vencido, que é o de não voltar a pagar as parcelas mensais da dívida com o governo federal – o que seria o caos para o Rio Grande do Sul. Atualmente, o pagamento está suspenso por liminar.
“Mas acredito que ainda este mês possamos assinar o pré-acordo do Regime de Recuperação Fiscal [proposto pelo governo federal aos estados em dificuldades financeiras]. Com isso, passaríamos três anos sem pagar a dívida com a União, e isso daria um respiro para as finanças”, frisou Sartori. “Além disso, o Rio Grande do Sul poderá voltar a fazer financiamentos, algo que não pode fazer, por causa dessa mesma dívida”, acrescentou.
Máquinas para a agricultura
Na sexta-feira (08), o governador entregou às prefeituras de 336 municípios 576 máquinas e equipamentos agrícolas. Foi o maior repasse de maquinário para a agricultura de que sem notícia no Estado.
“É um fato histórico e inédito, por empenho da Secretaria da Agricultura e, especialmente, dos deputados federais e senadores da bancada gaúcha, independentemente de partidos”, disse Sartori. O valor total do investimento foi de R$ 72.237.434,28, dos quais R$ 69.527.434,28 vieram de emendas parlamentares, e o restante, R$ 2.710.000,00 do governo do Estado.
“É a primeira vez, no Rio Grande do Sul, que a Secretaria [da Agricultura] recebe recursos das emendas previstas no orçamento da União”, lembrou o governador. “E não são só máquinas agrícolas. Há outros equipamentos, que poderão ser usados pelos municípios para melhorar as estradas, o que virá facilitar o escoamento da produção”, completou.
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