Domingo, 11 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 4 de dezembro de 2019
Presidente diz que não está decepcionado com Trump
Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilO presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quarta-feira (04), que o governo federal não está “aumentando artificialmente” a cotação do dólar. Na segunda-feira (02), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Brasil e a Argentina “têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas”.
De acordo com Trump, agricultores norte-americanos estariam sendo prejudicados, já que, com o real e o peso valendo menos em relação ao dólar, exportações brasileiras e argentinas ficam mais competitivas. Em novembro, o real foi a quarta moeda no mundo que mais perdeu valor na comparação com o dólar.
Bolsonaro negou a possibilidade de o governo estar interferindo na cotação ao ser questionado sobre o tema por jornalistas na porta do Palácio da Alvorada. “Nós não queremos aqui aumentar artificialmente, não estamos aumentando artificialmente o preço do dólar”, afirmou Bolsonaro.
De acordo com o presidente, um dos motivos da alta da moeda norte-americana nas últimas semanas é a guerra comercial entre EUA e China. “O mundo está globalizado. A própria briga comercial entre Estados Unidos e China influencia o preço do dólar aqui”, disse.
Trump anunciou que irá restaurar a sobretaxa sobre o aço e o alumínio vendido por Brasil e Argentina. Bolsonaro afirmou nesta quarta que acredita que Brasil e EUA chegarão a um “bom termo” com relação a esses produtos.
“Eu acredito no Trump, não tenho nenhuma idolatria por ninguém, tenho uma amizade, não vou falar amizade, não frequento a casa dele nem ele a minha, mas temos um acordo, com contato bastante cordial”, afirmou Bolsonaro.
Questionado se ficou decepcionado com Trump, Bolsonaro disse que não, pois o norte-americano ainda não “bateu o martelo” sobre a taxação. “Não tem decepção porque não bateu o martelo ainda. Não é porque um amigo meu falou grosso em uma situação qualquer que eu já vou dar as costas para ele”, declarou.