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Mundo Não existe uma estratégia de “risco zero” para os países relaxarem as restrições de viagens, diz a Organização Mundial da Saúde

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Uma onda de infecções novas em muitas partes do mundo induziu algumas nações a readotar algumas restrições de viagem. (Foto: Reprodução)

Não existe uma estratégia de “risco zero” para os países relaxarem as restrições de viagens internacionais durante a pandemia de Covid-19, e as viagens essenciais para emergências deveriam continuar sendo a prioridade, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em uma atualização muito aguardada de sua diretriz de viagens, a agência de saúde global das Nações Unidas disse que as travessias de fronteiras para emergências, trabalho humanitário, transferência de pessoal essencial e repatriação constituiriam viagens essenciais.

Uma onda de infecções novas em muitas partes do mundo induziu algumas nações a readotar algumas restrições de viagem, incluindo exames e quarentenas para passageiros de chegada.

Em junho, a OMS disse que atualizaria suas diretrizes de viagem antes das férias de verão do hemisfério norte.

A diretriz da OMS pode ser usada por governos e indústrias como auxiliar na formulação de políticas, mas não é obrigatória.

A diretriz de viagem atualizada mudou pouco em relação a orientações anteriores, que também incluíram conselhos para o controle de infecções aplicáveis a outras situações, como praticar distanciamento social, usar máscaras, lavar as mãos e evitar tocar o rosto.

A OMS exortou todos os países a realizarem suas próprias análises de risco-benefício antes de suspenderem qualquer uma ou todas suas restrições de viagens. As autoridades deveriam levar em conta os padrões locais de epidemiologia e transmissão, disse, além de medidas de saúde nacional e de distanciamento social já em vigor.

Nações que escolherem submeter todos os passageiros de chegada a quarentenas deveriam fazê-lo depois de avaliar os riscos e considerar as circunstâncias locais, disse a OMS.

“Os países deveriam planejar continuamente e avaliar suas capacidades emergenciais para examinar, rastrear, isolar e administrar casos importados e quarentenas de contatos.”

Nesta semana, a OMS disse que as restrições de viagens internacionais não podem vigorar por tempo indeterminado e que os países terão que fazer mais para diminuir a disseminação do novo coronavírus dentro de suas fronteiras.

Recorde de casos

O mundo registrou nesta sexta-feira (31) um novo recorde diário de novos casos de coronavírus, de acordo com a OMS. Em 24 horas, foram 292.527 casos e 6.812 mortes. Brasil foi o que mais registrou casos e mortes.

Nos últimos 14 dias, a OMS registrou quatro recordes diário de novos casos. O último havia sido registrado na sexta-feira passada (24), quando houve 284.196 casos e 9.753 mortes em 24 horas. Os outros foram no dia 23 (mais de 247 mil casos) e no dia 17 (mais de 237 mil casos).

Os maiores registros seguem acontecendo nas Américas: Brasil (69.074 casos e 1.595 mortes), Estados Unidos (65.406 casos e 1.414 mortes), Índia (55.078 casos e 779 mortes) e Colômbia (8.670 casos e 380 mortes).

Desde o início da pandemia, cerca de seis meses atrás, o mundo registrou um total de 17.106.007 de casos e 668.910 mortes.

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