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Brasil Não gritem “Fora, Temer”; mandem Whatsapp a senadores para pressioná-los a votarem contra o impeachment de Dilma, diz Lula

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Lula em reunião com integrantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Foto: Folhapress)

Em vez de gritarem “Fora, Temer”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou os que são contrários ao governo do presidente interino Michel Temer a enviarem mensagens pelo Whatsapp para senadores como forma de pressioná-los a votarem contra o processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.

O apelo a uma mudança de tática foi feito para uma plateia de integrantes de movimentos de esquerda da zona rural nesta terça-feira (12), em Carpina (PE), durante uma série de visitas de Lula a cidades nordestinas, iniciada nesta segunda-feira (11).

“Vocês precisam mandar Whatsapp para cada senador. Aqui tem um que foi ministro da Dilma e depois ficou contra ela”, disse Lula. “É importante mandar Whatsapp para ele dizendo: ‘Cidadão, se manca, cidadão’. Manda 10 [mensagens] por dia, 15, 20 por dia. Faça um Whatsapp pedindo pra ela ficar, vocês que não largam o celular.”

A imprensa foi impedida de acompanhar o encontro ocorrido pela tarde, sob alegação de que se tratava de uma reunião fechada. O áudio do discurso, mais tarde, foi repassado pela assessoria do Instituto Lula.

O petista voltou a dizer que o destino de Dilma e do Brasil encontra-se nas mãos de seis senadores. De acordo com Lula, a pressão deve ser feita, mas de maneira civilizada. “Vamos à casa deles conversar de forma carinhosa, todo mundo rindo, não vamos xingar o senador. Fale assim: ‘Senador, meu querido senador, não seja golpista. Não vote pra tirar nossa presidenta’. Se a gente fizer isso, podemos mudar o jogo, mas temos pouco tempo”, afirmou.

Lula também disse estar preocupado com o clima de rivalidade que tem tomado conta do País. Enquanto os que querem a saída de Dilma “transmitem ódio”, em sua avaliação, os que defendem a petista devem dar “amor como resposta”.

“Quando um companheiro encontrar um golpista em um bar não é para fechar a cara não, é para conversar civilizadamente, democraticamente. Quando um petista encontrar um adversário é para cumprimentar. Que história é essa de brigar?”, destacou. (Folhapress)

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