Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de setembro de 2015
Um dia após dizer que o Congresso vai colaborar com qualquer saída para a crise do País, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), adotou, na quarta-feira, um tom mais cauteloso e disse que não tinha a “temperatura exata” se houve um aumento da resistência do Legislativo em aumentar impostos.
“Nós não temos, do ponto de vista do Congresso, como predizer o que vai acontecer, se a situação melhorou ou agravou, lembrando que nunca é fácil aumentar imposto. É sempre uma tarefa difícil”, afirmou.
Calheiros disse que as pessoas preferem que se faça um corte profundo de gastos a aumentar a carga tributária e é isso, sobretudo, o que ele tem recomendado. Segundo o peemedebista, o Congresso tem a obrigação de debater as propostas, mas reafirmou que o aumento de impostos terá que ser uma consequência do corte e do ajuste.
“Há uma resistência histórica do Congresso Nacional a elevar a carga tributária e a criar impostos”, avaliou Calheiros, que recebeu em seu gabinete um crítico das medidas anunciadas pelo governo, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf (PMDB-SP).
A recriação da CPMF deve ser apresentada como PEC (proposta de emenda à Constituição), que passará por votação em dois turnos em cada casa do Congresso. A aprovação exige maioria qualificada de três quintos dos parlamentares (49 senadores e 308 deputados).
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