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Política “Não quero entrar na guerra, quero acabar com ela”, diz Lula sobre a Ucrânia

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"São as pessoas de classe média que sustentam a economia desse País", afirmou o petista. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nessa sexta-feira (10), em entrevista à CNN, que se autorizasse o envio de munições para o conflito entre Rússia e Ucrânia seria o mesmo que entrar na guerra.

“Lógico que ela [a Ucrânia] tem o direito de se defender. Lógico que ela tem o direito de se defender, até porque a invasão foi um equívoco da Rússia. Ela não poderia ter feito isso. Afinal de contas, ela faz parte do Conselho de Segurança Nacional. Ou seja, isso não foi discutido no Conselho de Segurança. O que eu quero é dizer o seguinte: olha o que tinha que ser feito de errado já foi feito”, explicou Lula à Christiane Amanpour, da CNN, em Washington, nos Estados Unidos. “Eu não quis mandar [munição para Ucrânia], porque se eu mandar, eu entrei na guerra. E eu não quero entrar na guerra, eu quero acabar com a guerra”, afirmou.

O presidente Lula declarou que trabalhará para construir um caminho para pacificação no cenário global. O pedido de munição de tanques foi feito pelo governo da Alemanha para apoiar a Ucrânia, em guerra com a Rússia.

“Estou comprometido com a democracia. No caso da Ucrânia e da Rússia, é preciso que alguém esteja falando sobre paz. Precisamos falar com o presidente Putin sobre o erro que foi a invasão [do território ucraniano], e devemos falar para a Ucrânia conversar mais. O que quero dizer a Biden é que é necessário um grupo de países pela paz”, disse.

“Agora é preciso encontrar pessoas para tentar ajudar a consertar. E eu, eu sei que o Brasil não tem muita importância no cenário mundial, nessa lógica perversa dos conflitos do mundo. Mas eu posso te dizer que eu vou me dedicar para ver se encontro um caminho para alguém falar em paz”, acrescentou.

Divisão

Lula ainda falou sobre o papel da democracia e os efeitos da divisão política com o crescimento da extrema direita no mundo.

“Nunca poderíamos imaginar que em um país que era o símbolo da democracia no mundo — alguém pudesse tentar invadir o Capitólio”, disse Lula, ao se referir à invasão do Capitólio, sede do legislativo dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021.

O presidente afirmou que as forças de segurança que atuavam em Brasília no dia 8 de janeiro estavam comprometidas com os atos de vandalismo que destruíram as sedes dos Três Poderes. Lula destacou que foi necessária uma intervenção federal na segurança pública no Distrito Federal para controlar o problema.

“Eu posso te garantir que a impressão que eu tenho é que todas as forças que tinham que cuidar da segurança de Brasília estavam comprometidas com o golpe”, disse.

Questionado se tratará sobre extradição do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde o dia 30 de dezembro do ano passado, Lula afirmou que só falará caso o presidente americano Joe Biden aborde o assunto.

“Um dia ele terá que voltar ao Brasil e enfrentar os processos a que responde. Não vou falar com Biden sobre extradição do Bolsonaro, isso depende dos tribunais, e quero que ele seja considerado inocente até que seja provado o contrário, o que não aconteceu comigo. Só falo com Biden sobre isso se ele falar.”

EUA

O presidente Lula está nos Estados Unidos onde se encontrou com o presidente norte-americano, Joe Biden, em Washington. A reunião marcou a retomada da relação entre os dois países, que em 2024 vai completar 200 anos de diplomacia.

Na manhã dessa sexta, Lula se encontrou com parlamentares do partido Democrata. Por meio das redes sociais, o presidente disse que foram tratados de “programas sociais que desenvolvemos no Brasil, a preocupação que compartilhamos sobre o meio ambiente e futuro do mundo e enfrentamento à extrema-direita e fake news nas redes sociais”.

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4 Comentários
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Valmir Endruweit
11 de fevereiro de 2023 23:29

Olhem nos olhos desse verme se não está tomado pelo próprio demônio?O analfabeto , ladrão quer acabar com guerra se não consegue passificar o próprio rabo dentro do próprio país, um comunista querendo ultrapassar fronteiras para transformar a Europa num inferno pior do que a guerra.

Valmir Endruweit
11 de fevereiro de 2023 23:30

Coloquem a Dilmoca no comando do exército Ucrâniano que a guerra acaba, aliás tudo acaba com a Dilma.

Lauro Junges
12 de fevereiro de 2023 14:29

Que peso o Brasil tem neste conflito? Toda EU apoia o conflito, então um Zé ninguém da República das bananas vai decidir o que será feito. Piada tem hora.

Lauro Junges
12 de fevereiro de 2023 14:32

O presidente tem solução para tudo, menos apaziguar seu próprio país, mas aqui o ódio salta aos olhos, ele acha que o mundo não sabe o que está acontecendo aquí? Ledo engano, o mundo sabe muito bem.

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