Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de abril de 2016
Questionado por jornalistas sobre o tempo que o Senado levaria para apreciar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (caso o parecer favorável à medida seja aprovado pela Câmara dos Deputados), o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que é incapaz de fazer previsões.
“Eu não sou cartomante ou quiromante”, reagiu. “Preciso aguardar os fatos para decidir o que fazer. A única coisa que posso garantir é que conduzirei o Senado com responsabilidade e independência. Seguiremos o calendário já adotado em circunstâncias iguais.”
Tramitação
Caso o impeachment seja aprovado, neste domingo, com pelo menos 342 votos de deputados, seguirá para o Senado – onde não há prazo definido em lei para a instalação de comissão especial que discutirá o tema.
Em relação a uma possível pressão das manifestações nas ruas e de outros senadores para que acelere o trâmite do processo, Calheiros disse que agirá em defesa do equilíbrio, “aconteça o que acontecer”.
O parlamentar chamou de “forçação de barra” o fato de os partidos fecharem questão para definir votos de impeachment, com punição para quem votar contra a posição da legenda. “Mais que uma questão partidária, é sobretudo uma questão de consciência”, disse ele. (AG)
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