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Brasil “Não sou cartomante”, diz o presidente do Senado sobre a análise do impeachment na casa

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Calheiros afirmou que "aguardará os fatos para decidir o que fazer" (Foto: EBC)

Questionado por jornalistas sobre o tempo que o Senado levaria para apreciar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (caso o parecer favorável à medida seja aprovado pela Câmara dos Deputados), o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que é incapaz de fazer previsões.

“Eu não sou cartomante ou quiromante”, reagiu. “Preciso aguardar os fatos para decidir o que fazer. A única coisa que posso garantir é que conduzirei o Senado com responsabilidade e independência. Seguiremos o calendário já adotado em circunstâncias iguais.”

Tramitação

Caso o impeachment seja aprovado, neste domingo, com pelo menos 342 votos de deputados, seguirá para o Senado – onde não há prazo definido em lei para a instalação de comissão especial que discutirá o tema.

Em relação a uma possível pressão das manifestações nas ruas e de outros senadores para que acelere o trâmite do processo, Calheiros disse que agirá em defesa do equilíbrio, “aconteça o que acontecer”.

O parlamentar chamou de “forçação de barra” o fato de os partidos fecharem questão para definir votos de impeachment, com punição para quem votar contra a posição da legenda. “Mais que uma questão partidária, é sobretudo uma questão de consciência”, disse ele. (AG)

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