Sábado, 07 de março de 2026
Por Redação O Sul | 7 de março de 2026
O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) não deixa nenhuma dúvida de que os negócios suspeitos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será uma de suas principais armas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na
campanha eleitoral. Lulinha é investigado sob a suspeita de atuar em parceria com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal investigado no esquema envolvendo fraudes contra aposentados e que teria, inclusive, recebido dinheiro dele para atuar como lobista no Ministério da Saúde.
Na última semana, o assunto domina as redes sociais do senador. Em cinco dias, ele fez quatro posts sobre o filho do presidente, sempre tentando ligar as suspeitas do empresário ao seu adversário na corrida presidencial.
Na última delas, no início da tarde desta sexta-feira, 6, ele lembra de uma antiga comparação feita pelo próprio Lula, que disse que seu filho era um fenômeno com negócios. Com todo respeito ao Fenômeno do futebol, mas não existe outra palavra para descrever essa ascensão: de monitor do zoológico de São Paulo a milionário”, postou Flávio, lembrando o tempo em que Lulinha era funcionário do zôo paulistano.
Ele também compartilhou reportagens sobre a quebra de sigilo bancário de Lulinha que identificou movimentação de 19,5 milhões de reais pelo filho do presidente em quatro anos. “E, segundo reportagens, parte dessa grana veio também de Lula. De onde o pai dos pobres tirou esse dinheiro?”, publicou.
Em outro post, ironizou que Lulinha deveria ser alçado à condição de ministro da Fazenda no lugar de Fernando Haddad, que deixará o cargo no início de abril. “Lula já pode até colocá-lo no lugar do Taxad como ministro da Economia. Esse aí multiplica dinheiro como ninguém”, disse.
Outra publicação reforçava o parentesco entre os dois. Lulinha é o filho mais velho de Lula com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em 2017.”Não precisa nem de teste de DNA para saber quem é o pai dos escândalos”, escreveu.
Segundo as últimas pesquisas, Flávio tem crescido em intenções de voto e chega a empatar com Lula no segundo turno. O risco de o caso Lulinha prejudicar o presidente na corrida eleitoral já acendeu todos os sinais de alerta no entorno do petista. A base no Congresso tentou, sem sucesso, barrar a quebra de sigilos do filho do presidente na CPMI do INSS, mas não conseguiu — na quinta, o ministroFlávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão da comissão.
Pesquisa Genial/Quaest de fevereiro mostra que a corrupção está entre os temas que mais preocupam os brasileiros: 17% apontaram isso como a sua maior preocupação, atrás apenas de violência (27%) e problemas sociais (20%) e acima de saúde (13%), economia (12%) e saúde (6%). Com informações da Revista Veja.
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