Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de maio de 2017
A Nasa (a agência espacial norte-americana) informou nesta quarta-feira (31), seu plano de lançar pela primeira vez uma sonda em direção à superfície do Sol com o objetivo de colher dados para entender a atividade da estrela.
O Solar Probe Plus voará diretamente até a coroa do Sol até atravessá-la pela primeira vez e se aproximará mais do que qualquer outra sonda, ficando a “apenas” 6 milhões de quilômetros da superfície solar, algo considerado extremamente difícil.
Em uma cerimônia na Universidade de Chicago, o chefe do programa de missões da Nasa, Thomas Zurbuchen, rebatizou a sonda com o nome de Sonda Solar Parker, em homenagem a Eugene Parker, o astrofísico americano que desenvolveu a teoria dos ventos solares supersônicas.
Até agora, outras sondas se aproximaram para examinar os ventos solares e a coroa, mas nunca a uma distância tão curta, o que poderá responder a muitas perguntas sobre o comportamento da estrela.
A Sonda Parker está projetada para reunir dados em um ambiente de temperaturas extremas, com quantidades altas de radiação e a uma velocidade de 200 km/s, o que permitiria ir da Terra à Lua em meia hora.
“Até hoje, os equipamentos para que esta missão fosse possível não existiam”, afirmou Nicola Fox, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, responsável por desenvolver parte dos componentes da sonda. O lançamento de uma sonda que chegue até o Sol é atualmente uma missão impossível.
Para causar um impacto na superfície solar, uma sonda deveria ser capaz de atingir uma velocidade de 30 quilômetros por segundo na direção contrária da velocidade orbital da terra ao redor do astro. A tecnologia de foguetes atuais, porém, só conseguiu um terço disso. (AE)
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