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Ciência Nasa testa motor elétrico que pode equipar aviões híbridos-elétricos

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Duas unidades desse propulsor elétrico conseguem gerar até um megawatt de energia. (Foto: Divulgação/Nasa)

Assim como os automóveis, as aeronaves têm na eletrificação o seu futuro, e os grandes players do mercado já testam soluções para implementar recursos dessa ordem nos veículos. Pioneira nas descobertas aeroespaciais, a Nasa (agência espacial dos Estados Unidos) trabalha em uma espécie de motor elétrico que pode tornar aviões de diferentes portes mais eficientes e econômicos, modificando completamente o modo como as empresas vão trabalhar.

Segundo a agência espacial norte-americana, duas unidades desse propulsor elétrico conseguem gerar até um megawatt de energia, o suficiente para fazer um avião de pequeno porte funcionar por completo e auxiliar um motor a combustão de um jato de até 150 passageiros. Ou seja, ele pode ser tanto um motor quanto um gerador, dando ao avião mais economia de combustível e, dependendo do modelo, até um funcionamento completo.

O projeto está sendo feito em parceria com a Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC), Collins Aerospace e, claro, a Boeing, parceria de longa data da Nasa. Cada uma dessas entidades e empresas, em algum momento, trabalharam em propulsores elétricos próprios e por isso foram chamadas pela agência para auxiliar tanto no desenvolvimento quanto na implementação do novo propulsor.

“A Nasa está comprometida em reduzir a dependência mundial de combustíveis fósseis para transporte aéreo. As tecnologias que estamos desenvolvendo na propulsão eletrificada de aeronaves reduzirão a queima de combustível de aviação e as emissões associadas.”, disse Andrew Provenza, engenheiro de pesquisa aeroespacial do Glenn Research Center da Nasa em Cleveland.

Funcionamento

O estudo da Nasa mostra que, para que esse sistema com propulsor elétrico funcione, ele precisa gerar, ao menos, 96% de eficiência energética que, traduzindo nas unidades de medida propostas, seria algo na casa dos 12 kW para cada quilo da aeronave — o suficiente para abastecer nove casas médias nos Estados Unidos. A máquina da UIUC excedeu as metas e trouxe 15 quilowatts/kg com mais de 96% de eficiência.

“Este motor está operando em um nível de potência com densidade de potência e eficiência melhor do que qualquer motor que conhecemos, mesmo quando consideramos aqueles que são supercondutores ou resfriados criogenicamente. Esta é uma grande conquista e um passo significativo para a realização da propulsão elétrica-híbrida para aeronaves de transporte de grande porte”, disse Provenza.

A  agência espacial dos Estados Unidos planeja mais testes até o final do ano para, enfim, equipar um avião com esse sistema. Atualmente, outras empresas também desenvolvem seus próprios aviões híbrido-elétricos, como a Airbus e a VoltAero. Além disso, existem players que trabalham em modelos 100% elétricos, como a Embraer e a própria Nasa.

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