Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de janeiro de 2016
Avenidas e praças ganharam uma conotação diferente no linguajar de executivos da OAS. Um simples endereço, fornecido em trocas de mensagens de celular, pode não ser um simples endereço, mas um código para repasses de recursos a políticos, como suspeita a PF (Polícia Federal).
O relatório que detalha o conteúdo encontrado em dois celulares do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, apreendidos em um mandado de busca, lista esses supostos códigos usados em citações ao então governador da Bahia e hoje ministro da Casa Civil, Jaques Wagner; ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara; e ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso em Curitiba (PR) e já condenado em primeira instância por suposto recebimento de propina desviada da Petrobras.
A lista de códigos, com alusões a endereços, foi detalhada pela PF no capítulo do relatório detalhado a Vaccari. Em agosto de 2012, um diretor da OAS escreve a Pinheiro: “Dr. Léo, já combinei com nosso amigo JV [João Vaccari], na rua 150, no nacional”. “O termo rua/avenida/endereço não parece ter relação com o contexto da mensagem ou logradouros que não fazem muito sentido. Esse procedimento foi identificado em outras mensagens”. Uma referência similar foi feita em mensagem com citação ao “compositor”, apelido usado por executivos da OAS para se referirem a Jaques Wagner. (AG)
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