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Nespresso Brasil impulsiona agricultura regenerativa e injeta R$ 70 milhões anuais na cadeia do café

Daniel Motyl, Gerente de Café Verde de Nespresso Brasil, Carolina Siqueira, Líder Regional de Desenvolvimento de Negócios da PUR, André Cunha, da Fazenda Bela Época e Mariana Heitor, Reserva Heitor. (Foto: Gabi Burim)

A Nespresso Brasil divulgou dados inéditos que confirmam o impacto econômico e ambiental de seus investimentos em agricultura regenerativa, consolidando o país como o principal laboratório global da estratégia. Em 2025, 95% do café comprado pela marca no Brasil veio de fazendas que seguem práticas regenerativas – avanço expressivo frente a 84% em 2022.

O Brasil, responsável por 30% do volume global de café verde da empresa, elevou também o indicador mundial, que passou de 76% para 85% no período. “A qualidade do café começa na origem, estando diretamente ligada à preservação dos recursos naturais e ao fortalecimento das comunidades produtoras”, afirma Daniel Motyl, gerente de Café Verde da Nespresso Brasil.

O monitoramento de 240 fazendas entre 2024 e 2025 mostrou que produtores mais regenerativos resistiram melhor à seca, colhendo 36 sacas por hectare, contra 30 dos demais. Essas propriedades usaram 66% mais fertilizante orgânico, 30% menos herbicidas e emitiram 25% menos carbono, comprovando ganhos de produtividade e sustentabilidade.

Casos como o da Fazenda Luciana, no Cerrado Mineiro, e da Chácara Colônia Agrícola, na Alta Mogiana, ilustram resultados consistentes: aumento de produtividade, recuperação do solo e integração agroflorestal.

Para reconhecer os produtores mais avançados, a Nespresso lançou o Prêmio Regenerativo Avançado, que destinará R$ 6 milhões em incentivos diretos, somando-se aos R$ 70 milhões anuais investidos na cadeia produtiva. “Como o mercado ainda não paga a mais pelo café regenerativo, a Nespresso assumiu o papel de criar o incentivo financeiro e a curadoria técnica que faltavam”, destaca Motyl.

A marca também firmou parceria com a PUR, organização global de restauração de paisagens, que prevê o plantio de 98 mil árvores em 2026/2027 nas regiões do Alto Paranaíba e Vale da Grama. O projeto combina quebra-ventos, café arborizado e reflorestamento, fortalecendo biodiversidade e regulação hídrica.

Com esses resultados, o Brasil se consolida como referência mundial em café regenerativo, unindo produtividade, sustentabilidade e impacto econômico – um modelo que redefine o futuro da agricultura e da competitividade do agronegócio nacional. (Por Gisele Flores – @giseleflorespampa)

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