Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de março de 2016
O avião de Neymar, cujo bloqueio foi determinado pela 7ª Justiça Federal, pertence à SFG Aircraft, uma empresa americana investigada pelo Ministério Público Federal do Pará por causa de um contrato simulado com uma operadora aérea paraense. No caso do jatinho do jogador, um Phenom 100 fabricado pela Embraer, a responsável pela operação é a mineira Voar (Cooperativa de Usuários de Aeronaves em Regime de Propriedade Compartilhada), que não é parte nesse processo. Na certidão de propriedade de ônus reais da aeronave usada pelo capitão da Seleção, nem ele, suas empresas ou seus pais têm seus nomes registrados. Segundo fontes da Receita Federal, a ausência de menção a eles pode se tratar de manobra para sonegação fiscal.
Os donos da empresa paraense foram denunciados pelo MP do Pará, acusados de crimes contra o sistema financeiro e sonegação de pelo menos 683 mil reais em impostos. A investigação foi iniciada pela Receita, e o caso está no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A tese é de que, no caso de Neymar, possa haver simulação contratual semelhante com a SFG, para sonegação fiscal.
A certidão constata que o jato é objeto de arrendamento operacional entre a SFG e a Voar, desde 2011. A assessoria de Neymar diz que “ele e suas empresas repudiam vazamento de informações de processo sigiloso e reforçam que recolheram devidamente os impostos”. A presidente da Voar não deu explicações sobre a aeronave. A SFG não foi encontrada. (Lauro Neto/AG)
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