Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de janeiro de 2026
Presidente americano (foto) exaltou a força militar e disse que nenhuma outra nação seria capaz de capturar Maduro
Foto: Daniel Torok/The White HouseEm discurso dirigido a deputados do Partido Republicano nesta terça-feira (6), o presidente Donald Trump exaltou a força militar dos EUA e disse que nenhuma outra nação é “páreo”. “Ninguém é páreo para nós. Ninguém é capaz de fazer o que fizemos”, disse ao comentar sobre a operação na Venezuela que capturou o ditador Nicolás Maduro.
“Os Estados Unidos provaram, mais uma vez, que somos os mais poderosos, os mais sofisticados, e sem medo, em todo o planeta Terra. Ninguém é páreo para nós. Ninguém poderia ter feito isso, ninguém poderia ter feito isso, nós somos muito rápidos, ninguém tem essas armas.”
Deputados republicanos estão reunidos no Kennedy Center, em Washington. O presidente deu detalhes sobre a ação do último sábado e afirmou que Maduro é “violento, tortura pessoas.”
Na noite desta segunda-feira (5), em entrevista à NBC News, Trump negou que os EUA estejam em guerra com a Venezuela. “Não, não estamos [em guerra]”, disse Trump. “Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem esvazia suas prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos”, afirmou.
Questionado sobre os rumos políticos após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, o presidente descartou a possibilidade de a Venezuela passar por uma nova eleição em 30 dias.
“Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, disse Trump sobre a possibilidade de uma votação no próximo mês. “Não, vai levar um tempo. Precisamos… precisamos cuidar para que o país se recupere.”
Durante os 20 minutos de entrevista, Trump afirmou que os EUA podem subsidiar um esforço das empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura energética do país. Projeto que, segundo ele, levaria menos de 18 meses.
“Acho que podemos fazer isso em menos tempo, mas vai custar muito dinheiro”, disse ele. “Uma quantia enorme terá que ser gasta, e as companhias petrolíferas vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou através da receita.”
O presidente ainda destacou o grupo de autoridades americanas – o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance -, que irá supervisionar o envolvimento dos Estados Unidos na Venezuela.
“É um grupo que abrange tudo. Eles têm conhecimentos diversos, conhecimentos diferentes”, disse ele. Entretanto, ao ser indagado quem estaria no comando final, ele respondeu: “Eu”. (Com informações de O Estado de S.Paulo)