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Política “Ninguém faz roça sem desmatar”, diz ministro do Supremo Gilmar Mendes

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"Nossas florestas, a maioria está em pé, se nós formos fazer uma relação comparativa", declarou o ministro

Foto: Antônio Augusto/STF
Mendes afirmou que a quebra de sigilo é uma medida excepcional no ordenamento jurídico brasileiro e, portanto, não constitui ato próprio de investigação. (Foto: Antônio Augusto/STF)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou que “ninguém faz roça sem desmatar”. A declaração foi dada na quinta-feira (19),  durante o julgamento em que a Corte vai decidir sobre a constitucionalidade da concessão de benefícios fiscais para agrotóxicos.

Na sessão, Gilmar destacou que o agronegócio brasileiro ficou competitivo no exterior em função de investimentos em tecnologia e saiu do que chamou de “neocolonialismo dominante”. “Ninguém faz roça sem desmatar. Precisa tirar mato para fazer roça. O resto é coisa de bicho-grilo”, declarou.

O ministro disse ainda que não colocaria a palavra agrotóxico na Constituição se fosse redator do texto. “Alguém vai fazer o discurso de que desmataram muito. Não, nossas florestas, a maioria está em pé, se nós formos fazer uma relação comparativa”, completou.

Após a manifestação do ministro, o julgamento foi suspenso. A data para retomada da análise do caso ainda não foi definida.

Os ministros do STF julgam duas ações que foram protocoladas pelo PV e PSOL. Os partidos questionaram a validade do Convênio 100 de 1997, do Conselho Nacional de Política Fazendária, e da Emenda Constitucional 132, de 2023.

As normas permitiram a aplicação de um regime diferenciado de tributação para os defensivos agrícolas e a redução de 60% nas alíquotas de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os produtos.

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4 Comentários
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Marcos Freitas
20 de novembro de 2025 13:57

É isso mesmo! Vamos acabar com o agro e viver de comer matos e insetos, como os índios!

Vanderlei Ochoa
20 de novembro de 2025 10:59

Tudo destruído. Tudo envenenado. O AGRO. não tem limites, destrói toda a floresta. Não preserva árvores nativas nem respeita as distanvias de nascentes dos rios. Envenena o solo, o ar, o aquífero, os rios. E o pior, maior produtor de alimentos do mundo e o povo passando fome. A terra é um bem comum, mas os bandidos do AGRO a usam de formanindiscriminada e gananciosa. Além do mais, exportam a maioria das safras, tornando o mercado interno desabastwcido e caro para o povo. Não pagam impostos e concentram toda a renda do país. Pagam políticos para manterem as coisas como… Leia mais »

Rolando Alvarez
20 de novembro de 2025 12:12

O vendedor de sentenças se apresentando para negociar

Carlos Alberto Pugliese
20 de novembro de 2025 14:34

Puxa … que declaração bombastica !!! “Não se faz roça sem desmatar” ….. esse véio Gilmar tá querendo o que ? …. desde 1500 que onde tem mato, tem que desmatar prá fazer uma lavoura, a não ser pra esquerda, que acha possivel fazer plantação e continuar com a mesma area de floresta virgem da época das capitanias hereditárias

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