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Economia No acumulado do mês de abril, o dólar registrou queda de 4,39%, e a Bolsa, de 0,07%

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No Brasil, os números indicam resiliência da atividade econômica.

Foto: B3/Divulgação
No Brasil, os números indicam resiliência da atividade econômica. (Foto: B3/Divulgação)

O dólar encerrou o mês de abril com queda acumulada de 4,39%, enquanto a Bolsa brasileira registrou leve recuo de 0,07%, praticamente estável no período. No acumulado de 2026, a moeda norte-americana apresenta desvalorização de 9,76%, ao passo que o Ibovespa acumula alta de 16%.

O cenário externo foi marcado por forte volatilidade no mercado de petróleo desde o início do conflito no Oriente Médio, no fim de fevereiro. Os contratos futuros do Brent, referência global, chegaram a atingir US$ 126,41 por barril — maior nível desde março de 2022 —, mas perderam força ao longo do pregão e encerraram o dia cotados a US$ 114,01, com queda de 3,41%. Já o contrato mais ativo, com vencimento em julho, fechou em leve alta, a US$ 110,88.

Desde o início das tensões geopolíticas, o petróleo acumula valorização próxima de 30%, impulsionado, principalmente, pelas dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Apesar da ausência de avanços concretos, ajustes recentes nos preços reduziram temores de uma nova onda inflacionária global, favorecendo o apetite por risco nos mercados.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam em alta. O S&P 500 avançou 1,09%, o Dow Jones subiu 1,68% e o Nasdaq teve ganho de 0,91%. No acumulado de abril, o S&P 500 registrou valorização de 10%, no melhor desempenho desde novembro de 2020, enquanto o Nasdaq avançou 15%, maior alta em seis anos, ambos atingindo níveis recordes.

Analistas apontam que parte desse movimento reflete uma reversão da aversão ao risco observada ao longo da semana, em meio ao impasse prolongado no cenário internacional. No Brasil, o diferencial de juros segue como fator de atração de capital estrangeiro, impulsionando operações de carry trade — estratégia em que investidores captam recursos em países com juros baixos e aplicam em mercados com taxas mais elevadas.

Indicadores econômicos também influenciaram o comportamento dos ativos. Nos Estados Unidos, a inflação medida pelo índice PCE subiu 0,7% em março, maior avanço desde junho de 2022. No mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 2,0%. Os dados reforçaram a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve ao longo do ano.

No Brasil, os números indicam resiliência da atividade econômica. A taxa de desemprego subiu para 6,1% no primeiro trimestre, mas a renda média dos trabalhadores atingiu recorde, chegando a R$ 3.722 mensais, com alta de 1,6% em relação ao trimestre anterior e de 5,5% na comparação anual.

O avanço da renda ajuda a sustentar o consumo, embora represente um desafio adicional para o controle da inflação, especialmente no setor de serviços. Nesse contexto, o Banco Central mantém postura cautelosa. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, mas evitou sinalizar os próximos passos da política monetária.

A cautela da autoridade monetária já impacta as projeções do mercado. Segundo o Boletim Focus, a expectativa é de que a Selic encerre 2026 em 13%, acima da estimativa anterior de 12%, refletindo as incertezas do cenário internacional e a persistência das pressões inflacionárias.

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