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Brasil No Paraguai, Lula diz que crescimento econômico não pode aumentar a miséria

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Em visita ao Paraguai, o ex-presidente afirmou que os mais pobres “salvaram” a economia brasileira no passado. Crédito: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (08), em um seminário sobre assistência social realizado em Assunção, no Paraguai, que o crescimento do PIB “de nada serve”, se um país segue tendo pessoas passando fome. Em discurso no fórum que marcou a comemoração dos dez anos da criação do programa social paraguaio Tekoporã, o presidente de honra do PT garantiu que ajuda humanitária “não é política de doação de esmolas, é um direito do cidadão”.

Lula respondeu aos que atacam os programas de inclusão social, lembrando que “ninguém vai se ocupar dos pobres antes do Estado”. O evento, realizado na sede do Banco Central do Paraguai, e que contou com a presença do atual presidente do país vizinho, Horácio Cartes, teve o ex-líder do Brasil como destaque, e ele ainda lembrou que as medidas sociais avançam cada vez mais em todo o planeta.

“Em meu país, nos anos 1970, o PIB crescia 14%, 15%, e no fim da década, havia mais pobres. Até Hillary Clinton disse que adotará um Bolsa Família se virar presidente dos Estados Unidos”, afirmou Lula.

O Paraguai cresceu a um ritmo de 4% ao ano, segundo o Banco Central do país. A pobreza no país atinge 22,6% da população, o que representa cerca de um milhão e meio de pessoas, por isso, o governo está dando continuidade a programas como o Tekoporã.

“Seja no Brasil, Paraguai, Argentina ou Uruguai, cada pessoa tem direito a ser tratada como manda a Constituição. As famílias devem ser beneficiárias, sem que por isso devam favores a políticos”, avaliou Lula.

O ex-presidente brasileiro ainda pediu que Horácio Cartes “não desista nunca” da luta contra a pobreza, principalmente para que não existam mais crianças passando fome.

O mandatário paraguaio, por sua vez, lembrou que os programas sociais estão em 133 distritos dos 17 departamentos do país, incluindo ainda 229 comunidades indígenas, antes de exaltar a figura do brasileiro.

“O presidente Lula, em seus dois mandatos, consolidou políticas de Estado, que permitiu a dezenas de milhões superarem a pobreza. O êxito de seus programas sociais foi inspiração para o trabalho que realizamos aqui no Paraguai”, garantiu Cartes.

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