Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020

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Notícias No Paraguai, o número de traficantes ligados a facções criminosas brasileiras cresceu mais de cinco vezes em menos de um ano

Contingente passou de 100 para 528 em oito meses. (Foto: EBC)

O contingente de traficantes no Paraguai que integram as duas maiores facções brasileiras cresceu mais de cinco vezes no último ano. Conforme investigações do Departamento de Inteligência contra o Crime Organizado do país vizinho, em agosto de 2018 as autoridades estimavam que cerca de 100 criminosos estavam ligados a esses grupos. Em julho do ano passado, porém, o número já havia saltado para 528, referentes ao último levantamento de que dispomos.

Detalhe: os principais líderes de um desses grupos estão entre os 75 homens que, no domingo passado, fugiram do presídio de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Quem detalha essa expansão é o subcomissário Pedro Lesme, chefe de Inteligência de Informações do Departamento de Amambay (do qual Pedro Juan Caballero é a capital), em entrevista à imprensa local: “Desses 528 , 150 são brasileiros e o restante é de paraguaios”.

O comandante regional atribui o aumento de presos paraguaios ligados a maior facção do Brasil ao fato de a organização criminosa os cooptarem dentro das cadeias, fornecendo advogados e até comida quando eles passam mal. Ele admitiu que as autoridades paraguaias têm desvantagem em relação ao poderio das organizações criminosas e disse que os criminosos chegam a movimentar R$ 40 milhões por ano:

“Com todo esse valor, eles compram praticamente tudo o que querem ou precisam, a exemplo de drogas e armas. Eles não têm menor a compaixão pelo dinheiro que ganham, porque sabem que podem gastar tudo sem dó e recuperar depois, por meio de ações criminosas.”

Planos de fuga

A lista de foragidos divulgada pelo Ministério da Justiça do Paraguai inclui 75 presos, entre eles 40 brasileiros que estavam em duas alas do presídio de Pedro Juan Caballero — 16 deles no piso alto do chamado “Pavilhão A” e 24 no piso baixo do mesmo prédio.

Dessa turma, de acordo com um levantamento extraoficial, ao menos nove apenados já haviam sido transferidos para outros centros de detenção por questões de segurança, uma vez que havia suspeita de planos de fuga.

Em fevereiro do ano passado, o serviço de inteligência da polícia local havia descoberto um plano de fuga para os traficantes considerados homens de confiança de Sérgio Arruda Quitiliano, o “Minotauro”, membro da maior facção criminosa do Brasil e conhecido por chefiar uma espécie de grupo de pistoleiros e matadores de aluguel no país vizinho.

O criminoso acabou sendo preso naquele mesmo mês, em um apartamento em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Desde então, cumpre sentença em uma penitenciária federal.

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