Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de fevereiro de 2026
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), é alvo de dez pedidos de impeachment no Senado. Desses, quatro abordam o caso do Banco Master e foram apresentados em 2026. O mais recente foi divulgado pelo partido Novo na última quinta-feira (12). O líder da legenda, deputado Marcel van Hattem, afirmou que, se as autoridades não agirem por determinação da lei, deveriam agir a partir da pressão social.
“O Senado da República não tem mais como ficar calado diante do que está acontecendo, o Senado precisa agir porque é corresponsável”, completou o senador Eduardo Girão (Novo-CE). O pedido ainda não aparece no sistema de protocolo da Casa.
Outras solicitações apresentam como justificativa para a saída do ministro o fato de ele ter sido alvo de sanção dos Estados Unidos, assim como os demais colegas; a sua suposta parcialidade para julgar casos que envolvem a JBS em razão de sua ex-esposa advogar pela empresa; e seu voto pela anulação da delação do ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que o citava.
Alguns autores também incluíram em pedidos de impeachment de Toffoli outros ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes, além de ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça), como Luis Felipe Salomão, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.
Há pedidos assinados por um ex-deputado estadual do Rio Grande do Sul, Eric Lins Grilo (PL), além de advogados e procurador.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master no Supremo após a PF (Polícia Federal) entregar documento em que aponta indícios de crimes do magistrado. Os ministros se reuniram na última quinta e defenderam o colega, mas anunciaram a mudança na condução do processo. André Mendonça assumiu a ação por sorteio.
A cúpula do Congresso e o centrão atuam para blindar Toffoli e afastar a possibilidade de impeachment, apesar de a oposição seguir pressionando pela saída do ministro.
Uma blindagem vinda da cúpula do Congresso é decisiva nesses casos porque o início de um processo de impeachment contra um ministro do STF depende do presidente do Senado.
Antes do caso Master o ministro do Supremo sob mais pressão era Alexandre de Moraes. Bolsonaristas pressionaram ao longo de todo o ano passado para que Moraes, principal responsável pelo julgamento que condenou Jair Bolsonaro (PL), fosse deposto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), porém, não permitiu que o processo fosse inciado.
Na sexta-feira (13), a Federação União Progressista, que une o PP e o União Brasil, e o Solidariedade publicaram notas em defesa do magistrado. A federação afirmou que as “narrativas” enfraquecem a democracia, e o Solidariedade disse que o ministro é alvo de um “linchamento moral”.
Cinco senadores do PP, porém, foram contra a nota e rechaçaram o apoio ao ministro. Eles argumentam que o texto divulgado não foi previamente debatido. O partido tem, no total, oito senadores.
A oposição convocou manifestações contra o presidente Lula, Moraes e Toffoli para o dia 1º de março. Há atos previstos em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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