Domingo, 09 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 13 de novembro de 2018
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou durante audiência no TST (Tribunal Superior do Trabalho) em aperfeiçoar a legislação para gerar mais empregos. Bolsonaro afirmou ao presidente da Corte, Brito Pereira, que deseja trabalhar em conjunto.
“Juntos devemos administrar esse país. Sozinho, nada conseguiremos. O Brasil enfrenta um problema seríssimo de emprego e o que nós pudermos em conjunto aperfeiçoarmos a legislação para que esse impasse seja resolvido, vossa excelência conte comigo e eu conto com vossa excelência”, disse o presidente eleito.
Bolsonaro afirmou que a ideia de buscar a Justiça do Trabalho para discutir eventuais medidas é para evitar que propostas sejam derrubadas futuramente nos tribunais.
“Quem primeiro deve dar sinal de pacificação somos nós, para que evitemos problemas lá na frente nos tribunais”, disse.
Gestão do ensino superior
Bolsonaro afirmou ainda que deve manter a gestão do ensino superior no MEC (Ministério da Educação). Havia possibilidade de o ensino superior ficar sob a gestão do Ministério da Ciência e Tecnologia, para o qual já foi indicado o astronauta, Marcos Pontes.
Bolsonaro deu a declaração antes de encontro com o presidente do TST, ministro João Batista Brito Pereira, em Brasília (DF). É a segunda vez que Bolsonaro retorna à capital depois de eleito.
Ele foi questionado sobre o destino do ensino superior em seu governo, se manteria a área no MEC ou se a colocaria na alçada da pasta da Ciência e Tecnologia. “A princípio vai ser mantido no Ministério da Educação”, respondeu.
Bolsonaro chegou a Brasília nesta terça. Durante a manhã, ele despachou com assessores e futuros ministros no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), onde está funcionando o governo de transição. No início da tarde, ele esteve com a presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber.
Defesa
Assim que chegou a Brasília, Bolsonaro anunciou, por meio de publicação no Twitter, a indicação do general da reserva do Exército Fernando Azevedo e Silva para assumir o Ministério da Defesa.
Mais tarde, em conversa com jornalistas, ele comentou a indicação. O presidente eleito afirmou que propôs para a Marinha que um almirante comandasse a pasta, porém o militar escolhido declinou por “questões familiares”. O nome do almirante não foi revelado.
Bolsonaro declarou que o general Azevedo e Silva “tem uma vida pregressa de serviços excepcionais”, com passagem pela missão de paz da ONU no Haiti, experiências em operações de Garantia da Lei e da Ordem e na chefia do Estado-Maior do Exército.
Bolsonaro negou que a escolha tenha sido uma “sugestão” do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, a quem o general assessora atualmente.
“Fiz até uma brincadeira, se me permitem, quando ele (general Azevedo e Silva) fez estágio com o Toffoli, daí ele voltou para nós”, afirmou.
“Pode ser gay”
Bolsonaro afirmou que novos ministros poderão ser anunciados nos próximos dias. Um dos nomes em análise é o do futuro ministro das Relações Exteriores que, segundo ele, será diplomata. O anúncio poderá ser feito nesta quarta-feira (14), conforme o presidente.
Perguntado se seria homem ou mulher, respondeu ao repórter que “tanto faz”. “Tanto faz, pode ser gay também. Você é voluntário?”, respondeu o presidente eleito.
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