Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Por Rogério Pons da Silva | 14 de janeiro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Quem está nesse “baile” há mais tempo até já sabe qual a próxima música.
A música, no caso, são os novos regramentos sociais e conceitos modernos.
O jeito que as pessoas “dançam” é consequência das escolhas; segue uma seleção de alguns “hits de sucesso”:
Na educação
Parte dos alunos do ensino fundamental são aprovados sem saber praticamente nada do conteúdo referente à série em curso.
Preferiu-se manter a ignorância do aluno ao invés do enfrentamento de nossas naturais frustrações.
A lógica da pedagogia não é assimilar conhecimento, mas sim fazer o aluno passar de ano.
As escolas são creches por turno/hora, com militância política explícita.
Entra um ignorante, sai militante!
Alunos com necessidades especiais precisam de professores com capacitação especial e específicas para atender de forma eficiente a estes alunos.
O preconceito é teu!
No trabalho
Trabalho é um castigo.
A realização profissional é ficção científica.
Hoje interessa só o emprego, sem o menor comprometimento; a eficiência perdeu o sentido.
O emprego é para cumprir horário.
E sextoooouuu!!
Na justiça
Mentir é um direito!
Ficar em silêncio durante interrogatório não pressupõe culpa.
Não produzir provas contra si, é um direito legal.
A certeza da justiça será o prejuízo da própria justiça.
No indivíduo
Se eu e minha família estamos bem, é isso é o que me importa!
E o resto? Cada um cuida de si.
“Faço a minha parte”. Os deveres são dos governos.
Na política
As promessas sempre antes, a realidade vem depois.
Antes é a falta de vontade política, depois é a falta verbas.
Político em inauguração de obras públicas é desvio de função!
Não foi ele quem pagou nem quem construiu.
O que está fazendo ali?
A imprensa
Quando criticada, filtra, direciona e manipula. Depois revida e dobra a aposta.
Conta-se em uma mão e sobram dedos as empresas de comunicação imparciais.
Nas artes
Os artistas devem ser avaliados por sua arte. O pintor pinta, o cantor canta.
As manifestações políticas de artistas engajados são só a opinião deles.
Popularidade não é sabedoria.
Fidel Castro e Winston Churchill cantavam muito mal!!
Nas drogas ilícitas
Se a pessoa se drogar é um direito dela; receber tratamento com recurso público para se curar das drogas é um direito dela.
Voltar a se drogar é um direito dela.
O dependente químico contumaz tem como “dever” consumir a própria saúde com dinheiro dos outros.
No consumo
Valorizamos a novidade sem importar que seja bom ou prático.
A utilidade normalmente perde para o apelo do novo!
O que não é novo é o lazer de quem tem pouco, gastar o pouco que tem.
As relativizações
Cachorro em “situação de rua” não pode, é crueldade.
Pessoas em “situação de rua”, daí pode, é liberdade.
Surgem novas classes:
“Pessoas em situação de rua” e os “cachorros em situação de casa”.
Honestidade passou a ter superlativos.
Temos os “pouco desonestos” e os “muito honestos”. (?)
Roubar é liberado, o que não pode é ser descoberto.
Ladrão burro não tem perdão, tem mais que ser preso!
Vítima e opressor invertem funções de acordo com os interesses do momento.
Autoritarismo e disciplina passaram a ser compreendidos como sinônimos.
O honesto é “trouxa”, o esperto é que é o inteligente.
Os benefícios sociais
Ferramenta altamente desmotivadora ao trabalho formal ou do empreendedorismo.
Nos direitos e deveres
A lista dos direitos é interminável, mas a lista dos deveres nem aparece!
Multas não educam, no máximo punem.
A educação verdadeira é o condicionamento pela barreira moral.
Nos governos
Quando o contribuinte erra, o contribuinte paga.
Quando o Estado erra, é o contribuinte quem paga!
Sempre!
E segue o baile!
* Rogério Pons da Silva – jornalista e empresário (rponsdasilva@gmail.com)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.