Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

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Colunistas Nos bailes da vida

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O jeito que as pessoas “dançam” é a consequência das escolhas. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Quem está nesse “baile” há mais tempo até já sabe qual a próxima música.

A música, no caso, são os novos regramentos sociais e conceitos modernos.

O jeito que as pessoas “dançam” é consequência das escolhas; segue uma seleção de alguns “hits de sucesso”:

Na educação

Parte dos alunos do ensino fundamental são aprovados sem saber praticamente nada do conteúdo referente à série em curso.

Preferiu-se manter a ignorância do aluno ao invés do enfrentamento de nossas naturais frustrações.

A lógica da pedagogia não é assimilar conhecimento, mas sim fazer o aluno passar de ano.

As escolas são creches por turno/hora, com militância política explícita.

Entra um ignorante, sai militante!

Alunos com necessidades especiais precisam de professores com capacitação especial e específicas para atender de forma eficiente a estes alunos.

O preconceito é teu!

No trabalho

Trabalho é um castigo.

A realização profissional é ficção científica.

Hoje interessa só o emprego, sem o menor comprometimento; a eficiência perdeu o sentido.

O emprego é para cumprir horário.

E sextoooouuu!!

Na justiça

Mentir é um direito!

Ficar em silêncio durante interrogatório não pressupõe culpa.

Não produzir provas contra si, é um direito legal.

A certeza da justiça será o prejuízo da própria justiça.

No indivíduo

Se eu e minha família estamos bem, é isso é o que me importa!

E o resto? Cada um cuida de si.

“Faço a minha parte”. Os deveres são dos governos.

Na política

As promessas sempre antes, a realidade vem depois.

Antes é a falta de vontade política, depois é a falta verbas.

Político em inauguração de obras públicas é desvio de função!

Não foi ele quem pagou nem quem construiu.

O que está fazendo ali?

A imprensa

Quando criticada, filtra, direciona e manipula. Depois revida e dobra a aposta.

Conta-se em uma mão e sobram dedos as empresas de comunicação imparciais.

Nas artes

Os artistas devem ser avaliados por sua arte. O pintor pinta, o cantor canta.

As manifestações políticas de artistas engajados são só a opinião deles.

Popularidade não é sabedoria.

Fidel Castro e Winston Churchill cantavam muito mal!!

Nas drogas ilícitas

Se a pessoa se drogar é um direito dela; receber tratamento com recurso público para se curar das drogas é um direito dela.

Voltar a se drogar é um direito dela.

O dependente químico contumaz tem como “dever” consumir a própria saúde com dinheiro dos outros.

No consumo

Valorizamos a novidade sem importar que seja bom ou prático.

A utilidade normalmente perde para o apelo do novo!

O que não é novo é o lazer de quem tem pouco, gastar o pouco que tem.

As relativizações

Cachorro em “situação de rua” não pode, é crueldade.

Pessoas em “situação de rua”, daí pode, é liberdade.

Surgem novas classes:

“Pessoas em situação de rua” e os “cachorros em situação de casa”.

Honestidade passou a ter superlativos.

Temos os “pouco desonestos” e os “muito honestos”. (?)

Roubar é liberado, o que não pode é ser descoberto.

Ladrão burro não tem perdão, tem mais que ser preso!

Vítima e opressor invertem funções de acordo com os interesses do momento.

Autoritarismo e disciplina passaram a ser compreendidos como sinônimos.

O honesto é “trouxa”, o esperto é que é o inteligente.

Os benefícios sociais

Ferramenta altamente desmotivadora ao trabalho formal ou do empreendedorismo.

Nos direitos e deveres

A lista dos direitos é interminável, mas a lista dos deveres nem aparece!

Multas não educam, no máximo punem.

A educação verdadeira é o condicionamento pela barreira moral.

Nos governos

Quando o contribuinte erra, o contribuinte paga.

Quando o Estado erra, é o contribuinte quem paga!

Sempre!

E segue o baile!

* Rogério Pons da Silva – jornalista e empresário (rponsdasilva@gmail.com)

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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