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Brasil O Brasil vai abolir vistos para cidadãos de Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália com o objetivo de fomentar o turismo em uma época em que a rede hoteleira do País está ociosa

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Primeiro, presidente foi à CIA acompanhado de um dos filhos e de Moro, depois, aproveitou para "relaxar". (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro vai aproveitar a viagem a Washington (EUA), que inicia neste domingo (17), para anunciar o fim da exigência de vistos de entrada no Brasil para visitantes dos Estados Unidos, do Canadá, do Japão e da Austrália.

A medida será unilateral, sem previsão de reciprocidade como é habitual nesses casos, e valerá apenas para a vinda de cidadãos desses quatro países. A mudança já havia sido definida por um grupo de trabalho temático sobre turismo durante a transição governamental, entre o início de novembro e o fim de dezembro do ano passado.

Os mesmos países escolhidos pelo governo Bolsonaro já haviam sido isentos da necessidade de visto para a Olimpíada do Rio, temporariamente. Documento produzido pelo gabinete do chanceler Ernesto Araújo contendo propostas de medidas para os cem primeiros dias de governo apontava que Estados Unidos e Canadá deveriam ter isenção de vistos por emitirem “grande volume de turistas”.

Segundo um integrante do Ministério do Turismo, um dos motivos para a decisão foi o diagnóstico de que a indústria hoteleira do Brasil está ociosa. Em janeiro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse que a medida poderia atrair mais visitantes ao Brasil no curto prazo.

“São países com risco imigratório baixo, ótimos em turistas, bons emissores de gastos e que não têm problemas consulares. Nossa expectativa é potencializar o turismo e, consequentemente, a geração de emprego e renda no Brasil”, afirmou o ministro na ocasião.

A viagem

A comitiva brasileira parte às 8h deste domingo da base área de Brasília. O voo tem duração aproximada de nove horas. A chegada está prevista para as 16h, no horário local de Washington.

Estão confirmados seis ministros na comitiva presidencial: o chanceler Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), Paulo Guedes (Economia), Tereza Cristina (Agricultura), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Nos três dias de viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro terá um encontro privado com o mandatário americano Donald Trump, na Casa Branca, e deve assinar três acordos que ainda estão sendo discutidos pelos dois países. O governo brasileiro trata a visita como a sinalização do início de uma nova etapa na relação com os americanos.

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