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Brasil Nos Estados Unidos, procurador-geral da República não quis comentar sobre eventual governo Michel Temer e disse que decisão sobre Eduardo Cunha não vai demorar

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, admitiu nos Estados Unidos, durante a Brazil Conference, realizada pela Universidade Harvard e pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), a possibilidade do afastamento da presidenta Dilma Rousseff, mas não quis comentar sobre um governo nas mãos de Michel Temer.

Janot falou também sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para ele, não deve demorar para que seu futuro seja definido. “Enviamos várias denúncias contra ele e mais duas devem ser consideradas em breve pelo STF [Supremo Tribunal Federal]. Não podemos admitir que o terceiro homem na linha sucessória tenha um passado como o dele”, declarou.

Cunha é réu em ação penal da Operação Lava-Jato no STF e responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara, sob alegação de ter mentido à CPI da Petrobras em 2015, dizendo que não tinha contas secretas no exterior. (AE)

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