Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de maio de 2020
Um segurança foi baleado e morto depois que pediu para uma cliente usar uma máscara ao entrar na loja em que ele trabalhava. O caso aconteceu em Michigan, nos Estados Unidos.
De acordo com a polícia, tudo começou quando o segurança Calvin Munerlyn disse para a filha de Sharmel Teague, uma jovem na casa dos 20 anos que não teve sua identidade revelada, que ela precisava usar máscara para fazer compras na loja Family Dollar.
Enquanto a jovem voltava para o carro, Sharmel Teague gritava contra Munerlyn e chegou a cuspir em sua cara. O segurança então pediu que os caixas não atendessem a mulher.
Depois da discussão, a mulher foi embora, mas retornou à loja cerca de 20 minutos depois acompanhada pelo marido Larry Teague, 44, e pelo filho Ramonyea Bishop, 23.
As câmeras de segurança da loja flagraram o momento em que Larry grita com Munerlyn sobre desrespeitar as mulheres de sua família. Em seguida, o filho atira na cabeça do segurança.
Sharmel Teague foi presa, mas seu marido e filho fugiram. Os três são acusados de assassinato premeditado.
O Estado de Michigan regista cerca de 44 mil casos de infeção pelo novo coronavírus e mais de quatro mil mortes, pelo que o governo tornou obrigatório o uso de máscara em locais públicos fechados. No entanto, esse Estado é um dos que mais tem sido palco de protestos dos habitantes contra as ordens de confinamento.
“Tudo indica que o segurança Calvin Munerlyn estava simplesmente a fazer o seu trabalho e a cumprir com as ordens do governador [de Michigan] relacionadas com a pandemia de Covid-19 para a segurança dos funcionários da loja e dos clientes”, declarou em comunicado o procurador do condado de Genesee, David Leyton.
“Precisamos nos dedicar enquanto comunidade a fazer o necessário para nos mantermos saudáveis e ultrapassar esta crise [pandêmica]. Se não o fizermos por nós próprios, então que o façamos por Calvin Munerlyn, que perdeu a vida desnecessariamente e sem razão”, apelou o procurador. O segurança da loja, Calvin Munerlyn, vivia com a mãe, a mulher e oito filhos. Uma campanha de solidariedade já juntou mais de 83 mil dólares para a família da vítima. As informações são do portal de notícias UOL, do site Buzzfeed News e da RTP.
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