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Por Redação O Sul | 1 de maio de 2016
Resolução da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), de fevereiro de 2016, autoriza as Forças Armadas a usar bloqueadores de sinais de radiocomunicações nas Olimpíadas do Rio. No entanto, o teor do documento não é público, o que deixa em aberto dúvidas sobre quais aparelhos poderiam ter o funcionamento restringido pelos militares.
Drones, antenas, internet via rádio, rádios, televisões e até celulares são exemplos de sistemas de radiocomunicação. Ao jornal O Dia, o capitão-de-mar-e-guerra Castro Loureiro, que integra o Estado-Maior do Comando de Defesa Cibernética das Forças Armadas, confirmou que celulares, por exemplo, podem ser bloqueados em caso de ação terrorista.
“A resolução é mais visando drones. Se tiver um irregular no ar a gente vai bloquear a frequência para derrubá-lo em área neutra, sem machucar as pessoas. Não há essa intenção [de bloquear celulares]. Agora, em situação de emergência, em um ataque terrorista coordenado por celular, o que você faria? Nesse caso, sim, iríamos bloquear”, afirmou. Ainda segundo o oficial, os militares iriam contactar a operadora de telefonia para o bloqueio. Em nota, o Exército confirmou que não existe a intenção da compra de aparelhos específicos para bloqueios. Também não informou quais aparelhos o documento abrange. (AD)