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Mundo Nos últimos meses, a ideia de que o coronavírus surgiu do Instituto de Virologia de Wuhan – antes descartada como uma teoria da conspiração infundada – tem ganhado novo crédito

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No discurso de abertura, Biden falou sobre as emissões de metano. (Foto: Lawrence Jackson/The White House)

A fonte do novo coronavírus que já levou à morte mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo permanece um mistério. Mas, nos últimos meses, a ideia de que o vírus surgiu do Instituto de Virologia de Wuhan (WIV, na sigla em inglês) — antes descartada como uma teoria da conspiração infundada — tem ganhado novo crédito.

Como e por que isso aconteceu? Primeiro, os esforços para descobrir uma fonte natural do vírus não tiveram sucesso. Depois, as primeiras tentativas em apontar um vazamento de laboratório frequentemente se misturaram com especulações de que o vírus foi deliberadamente criado como uma arma biológica. Isso tornou mais fácil para muitos cientistas rejeitar a teoria do vazamento e achá-la um disparate. Mas a falta de transparência por parte da China e a atenção renovada às atividades do laboratório de Wuhan levaram alguns cientistas a dizer que foram rápidos demais em desconsiderar uma possível conexão no início.

O senador republicano pelo Arkansas Tom Cotton, desde o início chamou atenção para a localização do laboratório em Wuhan, pressionando a China por respostas, de uma maneira que os livros de história o recompensarão se ele estiver certo. O governo Trump também procurou destacar a hipótese do laboratório, mas geralmente só conseguia se referir a informações vagas. As mensagens do governo Trump costumavam ser acompanhadas por uma retórica antichinesa, o que tornava mais fácil para os céticos ignorar suas afirmações.

Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu aos serviços de informações que investiguem de forma ampla as origens do coronavírus Sars-Cov-2, incluindo a possibilidade de que ele tenha escapado de um laboratório chinês, e exigiu um relatório em 90 dias.

Biden afirmou que as agências de inteligência não conseguiram chegar a uma conclusão sobre as origens e pediu a elas que redobrem seus esforços. “Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com os seus parceiros em todo o mundo para pressionar a China a participar de uma investigação internacional completa, transparente e fundamentada em provas”, disse o presidente.

A tese de que o coronavírus pudesse ter saído de um laboratório chinês foi afastada, em fevereiro passado, pela equipe internacional de peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS) que esteve na China.

O Ministério de Relações Exteriores da China criticou nesta quinta (27) o pedido do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para pressionar as autoridades chinesas sobre a origem do SARS-CoV-2.

Em nota, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, disse que a ordem de Biden “não se importa com fatos e com a verdade, nem está interessada em rastreamento científico sério da origem do coronavírus”.

“A parte americana afirma que quer que a China participe de uma investigação internacional abrangente, transparente, com base em evidências. Queremos pedir aos EUA que façam o mesmo que a China e cooperem imediatamente com a Organização Mundial da Saúde em rastrear a origem do vírus de uma forma científica”, disse Zhao.

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