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Brasil “Nós vamos vender tudo”, afirma Onix Lorenzoni sobre privatizações

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Deputado federal licenciado do mandato, Onyx participou da campanha eleitoral de 2018 ao lado de Bolsonaro e, após o resultado, coordenou a equipe de transição Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, voltou a defender o plano de privatizações de estatais do governo federal. O posicionamento foi dado em uma palestra voltada para empresários na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul (RS).

“Nós temos, hoje, 22 empresas estatais em processo de privatização. Cabe ao Estado prover a defesa, a segurança, a saúde em parceria com a sociedade, a educação, e ponto final. O resto, quem tem que fazer, são os brasileiros e as brasileiras. E nós vamos vender tudo, devolvendo à sociedade brasileira o que é dela”, disse, enquanto era aplaudido pelo público.

No dia 26 de agosto, o governo anunciou o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) para privatizar nove estatais. Onyx afirmou que o governo deve organizar leilões de rodovias, empresas de energia, comunicação, óleo e aço até o fim do ano.

Promessa nos EUA

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou que o governo brasileiro pretende privatizar cerca de 350 das 400 empresas estatais. A afirmação foi dada a uma plateia de investidores estrangeiros durante evento em Nova York, na quinta-feira (26).

O governo federal tem atualmente, segundo o Ministério da Economia, 134 estatais, das quais 46 são de controle direto e 88 são subsidiárias da Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa, Correios e BNDES.

O encontro de investidores em Nova York foi organizado pela rede Bloomberg e contou também com a presença da ministra da Economia do México, Graciela Marquez. Durante 30 minutos o chanceler brasileiro respondeu às perguntas de uma das jornalistas do canal.

Araújo disse que algumas privatizações serão feitas até a metade do mandato do presidente Jair Bolsonaro e que a privatização dos Correios deve ser uma das maiores. “É interessante porque nos anos 90 as pessoas criticavam que havia uma grande onda de privatização, mas ainda assim o país ficou com 400 empresas estatais”, afirmou o ministro.

Questionado se o governo brasileiro foi pressionado por oficiais americanos a não adotar a tecnologia da empresa chinesa Huawei na implementação do 5G no Brasil, Araújo desconversou. Afirmou que sabe das preocupações do governo americano, mas que o Brasil está analisando todas as companhias e que em breve anunciará qual sistema vai usar.

A jornalista americana insistiu se o ministro tem medo de que os Estados Unidos diminuam a parceria com o Brasil caso o governo brasileiro escolha a Huawei. O chanceler respondeu que a parceria com o governo americano é ótima e não vê isso como um desafio.

O ministro afirmou que o Brasil e os Estados Unidos têm muitos interesses em comum e que o Brasil viveu uma forte política antiamericana por muito tempo. Araújo defendeu que o Brasil tem que aproveitar esse momento de afinidades.

“É errado pensar que não sabemos o que o futuro vai nos trazer, então não vamos fazer isso ou aquilo porque não sabemos se determinado líder estará lá. Eu acho o oposto. Vamos aproveitar ao máximo as proximidades que temos e transformá-las em novos acordos.”

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