Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de março de 2016
O anúncio da decisão do Grupo Odebrecht de firmar um acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato foi recebida com extrema apreensão na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, o discurso é de que há uma ameaça de terra arrasada, em que poucos sobrarão, já que a empreiteira tinha relação com praticamente todas as forças políticas.
Alguns deputados se referem à força-tarefa da Lava-Jato como um conjunto de Robespierres, que teriam o objetivo de exterminar o atual status quo político, independentemente de coloração partidária. Um dos poucos que aceitou falar sobre o assunto fora do anonimato, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) afirma que a anunciada delação “amplia a taxa de instabilidade política” da República. Ele lembra que no caso do impeachment de Fernando Collor, em 1992, a estabilidade política foi assegurada pouco depois, cenário sobre o qual não há a menor garantia de que se repita daqui em diante.
“Em eventual governo Michel Temer, há algo que está de fora do controle da política, que é a Operação Lava-Jato.” O principal trecho da nota da Odebrecht citada pelos deputados é o que a empreiteira reconhece a existência de “um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do País”, o que negava até então. (Folhapress)
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