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Brasil Nova defesa do ex-ministro Antonio Palocci diz que a Operação Lava-Jato não fez exigências para delação

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Palocci trocou de advogado na última sexta-feira. (Foto: Reprodução)

Os novos advogados de Antonio Palocci informaram nesse domingo que a Operação Lava-Jato não fez qualquer exigência para que o ex-ministro trocasse de defesa como condição para negociar uma delação premiada com a força-tarefa. Ele trocou seu quadro de defensores na sexta-feira.

Desde o início da Lava-Jato, ele era representado pelo criminalista José Roberto Batochio, de São Paulo, mas o substituiu por Adriano Bretas, defensor de outros investigados que escolheram a delação como atalho para deixar a cadeia.

Preso desde setembro de 2016 na Operação Omertá, desdobramento da força-tarefa, Palocci já é réu em duas ações penais, uma delas sobre propinas de 128 milhões de reais que teria recebido da empreiteira Odebrecht – parte do valor supostamente repassado ao PT.

Em março, interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro, o ex-ministro acenou claramente com a disposição de colaborar. Na ocasião, inclusive, ele teria se mostrado disposto a fornecer nomes e informações capazes de “esticar a Lava-Jato” por mais um ano, pelo menos.

Durante esses meses de prisão, ele ainda mantinha expectativa de ganhar liberdade por meio do tradicional caminho do habeas corpus nos tribunais superiores. Mas as investidas foram todas infrutíferas, embora ainda haja pendente um pedido no Supremo Tribunal Federal – o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato na Corte, enviou a solicitação ao Plenário, sem data para apreciação.

Diante do risco de permanecer na cadeia por uma longa temporada – a exemplo de seus pares do PT, como João Vaccari Neto, Palocci abriu mão de Batochio. Trata-se de um veterano da advocacia que rigorosamente não atua em demandas de delatores. Na própria força-tarefa, ele saiu da defesa do lobista Julio Camargo, que mediante colaboração revelou propina de 5 milhões de reais ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

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