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Brasil Novas mudanças no financiamento de imóveis passam a valer nesta segunda-feira

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Atual patamar da Selic impacta direta e indiretamente quem deseja contratar um crédito habitacional. (Foto: Reprodução)

Quem está pensando em comprar a casa própria teve uma notícia animadora. A Caixa Econômica Federal anunciou mudanças em seu financiamento de imóveis e as medidas passam a valer nesta segunda-feira (25).

Dentre as mudanças anunciadas no financiamento da Caixa, agora, a cota que pode ser financiada nos imóveis usados passou de 60% para 70%. No caso das unidades novas, que valem mais de R$ 750 mil, a cota aumentou de 70% para 80%, através do SFI (Sistema Financeiro Imobiliário). Outra medida adotada pela instituição foi o aumento do valor máximo do imóvel que pode ser financiando pelo banco, que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões.

De acordo com informações do vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza, a decisão de melhorar as condições de financiamento vem para beneficiar o setor da construção, que é o que mais gera emprego e renda, e contribuir para a retomada do crescimento do País. Também está em análise pela Caixa adotar juros menores em empréstimos com entrada maior e poucas parcelas de amortização. Vale lembrar que em março deste ano, a Caixa anunciou o aumento na taxa de juros.

Para o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, Reinaldo Domingos, a notícia deve ser bem analisada. “Ao mesmo tempo em que o valor limite do imóvel subiu e a porcentagem do financiamento foi esticada, os juros também subiram, o que significa uma dívida ainda maior. É ótimo poder financiar a maior parte, mas é de extrema importância que não se deixe levar pela ansiedade e impulsividade. É preciso analisar minuciosamente as finanças e fazer simulações”, comentou.

Para aqueles que não possuem dinheiro agora ou nem sequer estavam com planos de comprar um imóvel, não é interessante fazer uma dívida desse valor no momento. “Não estamos falando de uma peça de roupa em promoção. O momento exige educação financeira, para agir com consciência e sustentabilidade. A melhor alternativa sempre é poupar antes e gastar depois”, finalizou o presidente. (AG) 

 

 

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