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Brasil Nove milhões de brasileiros tiveram problemas ao usar a biometria, segundo o Tribunal Superior Eleitoral

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Ideia surgiu após consulta a especialistas e busca evitar filas e aglomerações. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Cerca de 9 milhões (12,21%) de eleitores que tiveram de usar a biometria no primeiro turno não conseguiram ser imediatamente identificados no momento da votação, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número compreende quem votou sem a biometria porque não conseguiu completar o processo e o eleitor que, após tentativas, obteve sucesso na identificação.

Apontada como uma das causas das filas enfrentadas pelos eleitores no último dia 7, a identificação biométrica atingiu neste ano metade do eleitorado brasileiro – 73,7 milhões de pessoas. Na eleição presidencial anterior, há quatro anos, o número era expressivamente menor, cerca de 21,1 milhões de eleitores. Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral afirmou que considera “aceitável” o volume de pessoas que tiveram problema com a biometria no primeiro turno, e que a modalidade existe para trazer “mais segurança ao processo eleitoral, e não maior agilidade”.

A aposta do Tribunal Superior Eleitoral é de que as filas no segundo turno do pleito neste domingo, 28, devem diminuir. Se, no primeiro turno, o eleitor precisou digitar 19 números, para seis candidatos, neste domingo ele precisará digitar, no máximo, quatro números – para presidente da República e, em alguns casos, para governador, nos locais com segundo turno no executivo estadual.

Além disso, o TSE informou que os mesários receberam material informativo contendo orientações sobre a forma correta de coletar a digital do eleitor, além de apontamentos quanto à ordem de votação no segundo turno – primeiro, governador e, depois, o número para presidente.

Questionado sobre os motivos das falhas que envolvem a identificação biométrica, o TSE citou a qualidade da biometria coletada no registro do eleitor, as características particulares das digitais de cada votante, assim como a forma como algumas impressões digitais foram cadastradas por meio de convênios.

No Rio de Janeiro, por exemplo, um convênio entre o Detran-RJ para aproveitamento de dados biométricos do banco de identificação civil foi apontado como uma das causas das longas filas formadas no primeiro turno da votação. Segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio, cerca de 3,2 milhões de eleitores que tiveram seus dados aproveitados pela parceria foram identificados biometricamente.

A medida será mantida no segundo turno, informa o TRE. “É importante destacar que, no segundo turno, esses eleitores, bem como aqueles que já fizeram o cadastro na Justiça Eleitoral, serão novamente identificados por meio de suas digitais no momento da votação. Em qualquer caso, se as digitais não forem reconhecidas após quatro tentativas, o mesário, utilizando sua própria digital, liberará o acesso do eleitor à urna eletrônica.”

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